PCP/AÇORES DIZ QUE GOVERNO REGIONAL TEM DE “TIRAR ILAÇÕES” SOBRE A GESTÃO DO PRR

O líder do PCP/Açores, Marco Varela, disse esta segunda-feira que o Governo Regional deve “tirar ilações” sobre os eventuais erros cometidos durante a gestão das verbas previstas nas agendas mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“É preciso esclarecer, até ao limite, se houve ou não falta de transparência na distribuição destas verbas pelas empresas açorianas”, insistiu o líder dos comunistas da região, durante uma conferência de imprensa na cidade da Horta, acrescentando que “depois disso, há que tirar as ilações políticas sobre este facto”.

Sem esclarecer o que deve o executivo de José Manuel Bolieiro fazer, o líder do PCP/Açores exige que sejam “apuradas todas as responsabilidades” pelo eventual prejuízo para uma parte das micro, pequenas e médias empresas açorianas, que terão ficado impedidas de aceder a verbas do PPR.

“A transparência e o rigor que o Governo Regional do PSD, CDS-PP e PPM usou como bandeiras na tomada de posse são contrariados pela própria atuação”, lembrou Marco Varela, lamentando que, atualmente, se assista a “uma espécie de neblina, que ofusca esta transparência e este rigor”.

Em causa está a polémica em torno das agendas mobilizadoras criadas na região, que definem as prioridades no acesso a 117 milhões de euros, previstos no PRR para as empresas açorianas, que terão deixado de fora grande parte dos empresários, que alegam não terem tido conhecimento do processo.

O caso já levou o secretário regional das Finanças e Planeamento, Bastos e Silva, a emitir um esclarecimento público, recordando que foram as câmaras do comércio e indústria de Ponta delgada, Angra e Horta que geriram esse processo, em articulação com as empresas consultoras contratadas para o feito.

As associações empresariais da região já vieram também esclarecer, entretanto, que não tiveram qualquer responsabilidade na divisão das verbas e muito menos na definição das empresas da região que poderão aceder ou não àqueles fundos comunitários, argumentando que apenas fizeram chegar a informação aos seus associados.

O Governo Regional garantiu que o assunto será devidamente esclarecido durante um debate de urgência, proposto pela bancada do PS na Assembleia Legislativa dos Açores, agendado para hoje, na sede do parlamento, na cidade da Horta.

“O caso das agendas mobilizadoras, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, levanta grandes dúvidas quanto à forma processual utilizada, que impediu a generalidade das micro, pequenas e médias empresas, acederem a estes importantes fundos”, insistiu Marco Varela.

O líder dos comunistas açorianos criticou também o aumento dos preços da energia elétrica e dos combustíveis na região, que estão, no seu entender, a provocar “dificuldades” acrescidas à vida dos açorianos, sem que haja, entretanto, um aumento de salários para os trabalhadores.

“Na ausência de aumentos salariais, isto determina uma baixa dos consumos, e vai enfraquecer ainda mais a nossa economia”, frisou Marco Varela, insistindo que “é preciso tomar medidas concretas para travar esta situação”.

O PCP/Açores considera que a prioridade, nesta matéria, passa pelo aumento do salário mínimo regional de 5% para 7,5%, do aumento da remuneração complementar, do complemento de pensões, do abono de família e também das reformas.

© Lusa | Foto: PCP/A | PE

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s