PASSAGEIROS DE TRANSPORTE MARÍTIMO AUMENTAM 75% NOS PRIMEIROS SETE MESES DE 2021

O número de passageiros desembarcados no arquipélago em transportes marítimos aumentou cerca de 75% nos primeiros sete meses de 2021, em comparação com 2020, segundo dados revelados esta terça-feira pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA).

De acordo com o SREA, entre janeiro e julho de 2021, desembarcaram 223.490 passageiros, em transporte marítimo, quando em igual período de 2020 tinham sido apenas 127.759. Foram mais 95.731 passageiros, o equivalente a 75%, aproximadamente.

O mês de julho, cujos dados foram atualizados esta terça-feira pelo SREA, regista também um crescimento significativo, em comparação com os meses anteriores e com o período homólogo.

Julho foi o mês em que se registou um maior número de passageiros desembarcados nos Açores este ano, 62.974 no total, mais 19.917 do que em junho de 2021 e mais 25.826 do que em julho de 2020.

A ilha do Pico é a que contabiliza, até ao momento, mais passageiros desembarcados em 2021, com um total de 102.954, seguindo a tendência dos anos anteriores.

O número de passageiros desembarcados em transporte marítimo, entre janeiro e julho de 2021, está abaixo dos valores registados em igual período de 2019, em que se contabilizaram 296.775 passageiros (mais 73.285).

No entanto, além do impacto direto da pandemia de covid-19 no turismo, em 2020 e 2021 não existiu a operação de verão da Atlânticoline, que habitualmente ligava todas as ilhas dos Açores, com exceção do Corvo, entre maio e setembro, com navios de maior dimensão.

Desde 2020 que existe apenas transporte marítimo de passageiros entre as ilhas do grupo Central, com maior incidência nas denominadas ilhas do Triângulo (Faial, Pico e São Jorge), e entre as ilhas das Flores e do Corvo.

No total, de 2019 para 2020 houve uma quebra de passageiros desembarcados de cerca de 46%, baixando de 562.993 para 301.062.

O executivo da coligação PSD/CDS-PP/PPM, aprovou, no início deste mês, as obrigações de serviço público para o transporte marítimo de passageiros e autorizou o lançamento de um concurso público internacional, com um preço base de 18 milhões de euros, por um prazo de dois anos, que prevê uma operação sazonal que liga apenas as ilhas do grupo Central (Faial, Pico, São Jorge, Graciosa e Terceira).

A decisão gerou contestação nas ilhas dos grupos Ocidental (Flores e Corvo) e Oriental (São Miguel e Santa Maria), nomeadamente de autarcas e partidos da oposição.

© Lusa | Foto: RS | PE

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