COVID-19: GOVERNO VAI INTENSIFICAR VACINAÇÃO NAS ILHAS TERCEIRA E SÃO MIGUEL

Governo Regional dos Açores vai intensificar a vacinação contra a covid-19 nas ilhas Terceira e São Miguel a partir da próxima semana, alargando os horários e o número de inoculações diárias, anunciou esta quinta-feira o secretário regional da Saúde e Desporto.

“A partir da próxima semana, em São Miguel, serão ultrapassadas as 2.000 doses diárias. Na Terceira, com o incremento que estamos também a desenvolver, [vão ser] entre as 1.000 e as 1.500 doses diárias”, avançou Clélio Meneses, em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao centro de vacinação de Santa Luzia, na freguesia de Santa Cruz, Praia da Vitória.

As ilhas Terceira e São Miguel, as duas mais populosas do arquipélago, são as que têm taxas de vacinação mais baixas.

“Há um reforço que decorre da bolsa de enfermeiros que a Ordem dos Enfermeiros disponibilizou à região e esse reforço de meios implica que haja mais enfermeiros para vacinar. Para além disso, há um incremento ao nível do número de espaços de vacinação em cada posto e dos respetivos horários”, acrescentou o governante.

Os horários dos centros de vacinação da ilha Terceira “serão alargados”, passando a funcionar “até cerca das 18:00/19:00, durante os dias úteis”.

Os Açores têm 60% de população com pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19 e 56% com a vacinação completa.

“Já inoculámos mais de 275 mil doses. Com a primeira dose já ultrapassámos os 60% e com a vacinação completa já ultrapassámos os 56%”, avançou Clélio Meneses.

Segundo o governante, sete das nove ilhas dos Açores têm mais de 70% da população inoculada com pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19 e cinco ilhas têm mais de 70% com vacinação completa: Corvo, Santa Maria, São Jorge, Graciosa e Pico.

“O Faial está a cerca de 1.500 doses da população inoculada com 70% e as Flores a menos de 200 doses”, adiantou, referindo-se à vacinação completa.

No início de junho, o presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, disse que o executivo tinha a expectativa de “durante o mês de julho”, atingir a “imunidade comunitária em todas as ilhas”.

O coordenador regional do processo de vacinação contra a covid-19, Pedro Monjardino, admitiu, esta semana, que o prazo poderia ser alargado até ao final de agosto, data reiterada por Clélio Meneses.

“Contamos no mês de agosto termos 70% da população açoriana inoculada de forma completa”, frisou.

“Estamos a pedir um mês de esforço a todos. Estamos a pedir um mês de esforço aos profissionais de saúde, que estão exaustos e merecem um agradecimento e reconhecimento público, mas também um esforço das pessoas para aceitarem ser vacinadas, porque quanto mais depressa isso acontecer, mais depressa passa”, acrescentou.

Confrontado com relatos de pessoas de faixas etárias mais velhas que não foram contactadas, o secretário regional da Saúde disse que os “problemas estão identificados e estão a ser averiguados”, apelando à população com mais de 40 anos para contactar os centros de saúde ou centros de vacinação.

 “Quem tenha mais de 40 anos e não foi ainda chamado, certamente foi por algum lapso ou de identificação ou de contacto”, assegurou.

Clélio Meneses disse que o Governo Regional tem aliviado medidas restritivas “desde maio” e que isso vai continuar a acontecer progressivamente, à medida que a taxa de vacinação for aumentando.

 “Nas cinco ilhas que já têm mais de 70% da população inoculação com a vacinação completa já não existem praticamente medidas restritivas, apenas os eventos públicos e os espaços de dança são sujeitos a plano de contingência. De resto, não há qualquer medida restritiva, a não ser as medidas individuais: o uso da máscara, o distanciamento social, a higienização das mãos”, apontou.

Questionado sobre o aumento de casos de infeção pelo novo coronavírus que provoca a doença covid-19 nos Açores, o governante justificou esse crescimento com a predominância da variante Delta, com o cansaço da população e com o aumento da circulação de pessoas.

“Os casos que existem são maiores, mas não têm uma correspondência em termos de internamentos e óbitos, o que quer dizer que a vacinação está a produzir efeitos”, ressalvou.

Clélio Meneses sublinhou ainda que “muitas pessoas que recusaram no início do processo estão a pedir para ser vacinadas agora”, alegando que “é um sinal da consciencialização cívica da importância da vacinação”.

© Lusa | Foto: SRSD | PE

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