PRESIDENTE DO GOVERNO DOS AÇORES QUER FIM DA “SUBSIDIODEPENDÊNCIA DE MÃO ESTENDIDA”

O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, disse hoje que o executivo pretende “acabar com a subsidiodependência de mão estendida”, potenciando “a capacidade de melhorar rendimentos”.

Numa intervenção na Assembleia Legislativa Regional, que decorre desde terça-feira na Horta, ilha do Faial, José Manuel Bolieiro destacou que o atual Governo (PSD/CDS-PP/PPM) criou um programa que visa a “mudança de paradigma” no combate à pobreza, acrescentando ter a “profunda convicção” de que nas causas se podem “atacar as consequências da pobreza”.

“Temos a profunda convicção de que nas causas podemos atacar as consequências da pobreza e sim, o Programa do Governo, as Orientações de Médio Prazo são um pressuposto planeamento que vão ao encontro desta mudança e alteração das causas”, disse o líder do executivo.

O governante disse ter dado “prioridade máxima à educação, como elevador social para combater a exclusão e promover a inclusão”.

Além disso, o Governo adotou “a saúde pública como elemento essencial para garantir que o acesso à saúde transforme a sociedade, do presente e do futuro”, tornando-a “mais capaz de contribuir para o trabalho, para a felicidade e para a capacidade de criação”.

José Manuel Bolieiro adiantou ainda que o Governo Regional definiu “a qualificação profissional como essencial para aumentar o nível das qualificações das pessoas para o mundo da integração no mercado de trabalho na produção da riqueza”.

“Apostamos numa desoneração fiscal”, para dar às empresas, famílias e consumidores “mais rendimento disponível para as outras necessidades essenciais da sua vida”, observou.

O chefe do executivo disse ainda que se potenciou “complementos remuneratórios que compensassem e libertassem rendimentos para aqueles que não beneficiam dessa redução fiscal e fruto do seu trabalho têm rendimentos escassos para a dignificação do seu trabalho e da sua dedicação à criação de riqueza”.

Bolieiro disse ter-se apostado na solidariedade, “apoiando com meios de sobrevivência quem mais precisa” e através de uma “política de descentralização”, envolvendo o poder local com meios para acudir às necessidades mais emergentes.

O responsável citou a aposta no apoio às IPSS e Misericórdias, destacando-as “como auxiliares da promoção e da inclusão na rede social pública”, permitindo “acudir às principais necessidades”.

Para o presidente do Governo, “o elemento habitacional é decisivo no combate à pobreza, mas sobretudo na inclusão da sociedade”.

“Criámos complementos remuneratórios àqueles que são uma pobreza envergonhada, designadamente os reformados, os pensionistas, e tivemos o complemento aprovado aqui, por largo espetro dos deputados desta casa”, lembrou.

© Lusa | Foto: MM | PE

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