ESTUDO DE TRANSPORTE MARÍTIMO DOS AÇORES COM PREÇO IGUAL PARA TODAS AS ILHAS, DIZ SECRETÁRIO DOS TRANSPORTES

O estudo sobre o transporte marítimo de mercadoria dos Açores terá como “linhas mestras” o preço igual para todas as ilhas a regularidade no acesso, disse esta sexta-feira o secretário regional dos Transportes.

O governante foi ouvido na Comissão Parlamentar de Economia sobre uma proposta do CDS-PP/Açores que defende um estudo para um modelo alternativo de transporte marítimo de mercadoria nos Açores.

Para o titular da pasta dos Transportes, são “linhas mestras nesse estudo o preço de tarifário igual para todas as ilhas e regularidade no acesso”.

O responsável frisou que o estudo “não será orientado para determinadas soluções”, mas vai apontar alternativas.

Mota Borges, responsável pelas pastas do Transportes, Turismo e Energia, referiu a necessidade das conclusões do estudo “serem aceites por todos” os ‘players’ do setor, da par dos agentes políticos e económicos, tendo por base uma “visão económica e a coesão” entre as ilhas.

Mota Borges disse que o estudo estava previsto pelo Governo dos Açores “há algum tempo”, sendo que o seu caderno de encargos, que estava em preparação, viu os “trabalhos suspensos para incorporar sinais relevantes” relativos aos contributos dados na Comissão Parlamentar de Economia por vários agentes, por forma a “conseguir-se um denominador comum: um consenso bastante alargado”.

Rui Martins, deputado centrista, cujo partido é responsável pela iniciativa, defendeu que o estudo pretende “melhorar o que houver para melhorar”, pondo-se “em causa todas as variáveis”, visando a “melhoria dos custos para os consumidores açorianos e empresários”.

Para o deputado do PSD/Açores Carlos Ferreira, o modelo atual “tem várias virtudes que devem ser mantidas, mas há espaço para introduzir melhorias”.

O social-democrata defendeu a necessidade de salvaguardar que “algumas ilhas não saem prejudicadas”, como a ilha do Faial, de onde é natural.

O deputado socialista Francisco César considerou que o “atual modelo é bom, mas poderá ser melhorado e corrigido nos seus problemas”.

Francisco César salvaguardou que o PS “não quer alterar resultados do estudo, mas obviamente, se houver pressupostos diferentes à partida, ou não houver qualquer tipo de pressupostos, pode-se ter resultados que não beneficiam a região”.

Carlos Furtado, líder do Chega/Açores, considerou que os ‘players’ do transporte marítimo de mercadoria deixaram claro nos seus depoimentos que “há pouco espaço de manobra para aperfeiçoamento” do atual modelo.

A 07 de fevereiro, o CDS-PP/Açores anunciou que ia voltar a propor ao Governo Regional que realize um estudo de viabilidade económica sobre um modelo alternativo de transportes marítimos de mercadoria no arquipélago, alegando que a economia açoriana está “estrangulada”.

“A economia açoriana está estrangulada pelos transportes, sucedendo-se as queixas dos nossos empresários sobre as dificuldades que sentem quanto ao escoamento dos produtos da pesca, da agricultura e da pecuária, bem como quanto aos atrasos verificados na mercadoria vinda do continente”, adiantaram os centristas açorianos, na altura, numa nota de imprensa.

Segundo os deputados do CDS-PP, há “falta de capacidade de carga”, “os horários não estão devidamente articulados” e, por vezes, o navio “simplesmente não vem”, por isso, os Açores precisam de “um modelo de transportes marítimos que resolva as questões logísticas das mercadorias”.

© Lusa | Foto: RS | PE

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