PRORURAL+: ABERTAS CANDIDATURAS PARA REVITALIZAÇÃO DAS FLORESTAS

Uma nota da Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural hoje enviada às redações informa que Direção Regional do Desenvolvimento Rural, “acaba de abrir um período de candidaturas, até 30 julho, com vista à renovação e melhoria das florestas, no âmbito do PRORURAL+, na parte referente aos investimentos no desenvolvimento das zonas florestais e na melhoria da viabilidade das florestas”.

Com uma dotação de 1,1 milhões de euros, as candidaturas abrangem a florestação e criação de zonas arborizadas, o apoio à implantação, regeneração ou renovação de sistemas agroflorestais, investimentos para a melhoria da resiliência e do valor ambiental dos ecossistemas florestais e em investimentos em novas tecnologias e na transformação e comercialização de produtos florestais.

Esta é uma oportunidade, segundo António Ventura, secretário regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, referido na nota, “para o executivo açoriano desenvolver a fileira da madeira nos Açores”.

Por outro lado, acrescenta a nota, “a medida visa promover os investimentos florestais numa perspetiva de futuro, e enquadrá-los nos próximos fundos comunitários, também a vertente do plurirrendimento das explorações agropecuárias.

Assim, uma das linhas de atuação pretende incentivar de forma considerável as tradicionais “cortinas de abrigo” em pastagens.

Esta, acredita a tutela, “é uma estratégia em que os Açores darão o exemplo, permitindo novos rendimentos, e estará de acordo com as preocupações ambientais e de sustentabilidade da humanidade, desde logo na necessária retenção do carbono”.

A floresta constitui um elemento marcante e estruturante da paisagem açoriana, ocupando cerca de um terço do território terrestre insular da Região Autónoma dos Açores, o que corresponde a uma área de cerca de 74.668 hectares.

Desta área, destacam-se os cerca de 23 mil hectares ocupados por áreas de vegetação natural e, em termos da floresta produtiva, assume especial relevo a criptoméria, que ocupa cerca de 12. 400 hectares.

Para além desta marca de identidade, é unanimemente reconhecido que o sector florestal local tem uma importância económica considerável e um potencial de expansão enorme, devendo assumir nestas ilhas, onde é vital estabelecer compromissos duradouros entre a exploração e a preservação dos recursos, um papel determinante no ordenamento do território.

© GRA | Foto: SRADR | PE

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