SÃO MIGUEL: PROMOTORES DO MANIFESTO DIZEM QUE ALTERAÇÃO DE RESTRIÇÕES É “VITÓRIA PARCIAL”

Os promotores do “Manifesto Açoriano Pelos Direitos Fundamentais”, que conta com mais de 400 assinaturas, consideraram hoje que as alterações anunciadas pelo Governo Regional no controlo da pandemia de covid-19 são uma “vitória parcial” do movimento.

Em comunicado, os subscritores salientam que o secretário regional da Saúde, Clélio Meneses, “anunciou diversas alterações, quer aos critérios de alto risco, como às medidas a aplicar”, o que consideram ser “uma vitória parcial, tendo em conta os objetivos” do movimento.

“No entanto, e essa reivindicação ficou expressa pelos vários intervenientes do protesto, faltará assegurar que a Autoridade de Saúde não voltará a aplicar medidas restritivas a toda a ilha abandonando-se de vez a lógica de culpabilização e penalização da sociedade micaelense”, ressalvam.

Hoje, cerca de 100 pessoas de vários ramos da atividade económica da ilha de São Miguel concentraram-se junto ao Palácio da Conceição, onde decorria uma conferência de imprensa do secretário regional da Saúde sobre o ponto de situação da pandemia de covid-19 nos Açores.

Na nota, os promotores do manifesto dizem não ter sido responsáveis pela manifestação que aconteceu em Ponta Delgada, salientando que se tratou de um “protesto espontâneo, que reúne representantes de vários setores”, mas associam-se à iniciativa.

Os promotores do Manifesto Açoriano destacam ainda a ausência na conferência de imprensa do diretor regional da Saúde, Berto Cabral, e do presidente da Comissão de Acompanhamento da Pandemia, Tato Borges, “uma alteração significativa da metodologia até aqui adotada”.

No comunicado, os promotores do movimento criticam ainda a “tentativa rasteira de instrumentalização partidária” do manifesto e dos protestos feita pelo secretário da Saúde.

Segundo dizem, a acusação do governante é uma “demonstração de absoluto desrespeito por aquilo que é uma iniciativa de um grupo heterogéneo de cidadãos livres e preocupados e o que foi um clamor espontâneo de empresários e trabalhadores”.

“Os subscritores do manifesto [aguardam] resposta do presidente do governo à sua solicitação para poderem apresentar as suas propostas e preocupações pessoalmente ao chefe do governo num momento em que a crise económica alastra pela ilha de São Miguel e em que os apoios anunciados são manifestamente insuficientes”, concluem.

As ilhas dos Açores passarão a estar em alto risco quando metade dos seus concelhos estiverem neste patamar e desde que esses municípios tenham 10 ou mais casos ativos de covid-19, adiantou hoje o Governo Regional.

De acordo com o secretário Regional vão deixar de vigorar em São Miguel as restrições de circulação, o encerramento de escolas, dos estabelecimentos de restauração e de outros serviços, passando a vigorar medidas específicas por concelho, uma vez que a ilha deixou de estar em alto risco.

© Lusa | Foto: DR | PE

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