ORDEM DOS ENFERMEIROS REPUDIA AGRESSÃO A ENFERMEIRO NA ILHA TERCEIRA E EXIGE MAIS SEGURANÇA

A Secção Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros repudia veementemente a agressão a que foi vítima um enfermeiro, em Angra do Heroísmo, por parte de dois utentes do programa “PercurSOs” e alerta a tutela para a falta de meios e segurança deste projeto.

De visita esta segunda-feira à equipa de enfermagem do programa “PercurSOs” , em Angra do Heroísmo, o presidente do Conselho Diretivo Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros, Pedro Soares, citado em nota de imprensa, declarou: “A agressão a um Enfermeiro a que se assistiu na passada semana foi a gota de água numa situação de insegurança que estes profissionais enfrentam todos os dias nestas instalações. É urgente que seja corrigida esta situação para que, à semelhança do que acontece em outras instituições do género, haja segurança. Começa a ser cada vez mais recorrente a ocorrência de episódios de violência contra os profissionais de saúde, situação intolerável e claramente condenável.”

O “PercurSOs”, que consiste num programa de tratamento por substituição de opiáceos, abrange utentes de ambos os concelhos da ilha Terceira, incluindo aqueles que se encontram no estabelecimento prisional de Angra do Heroísmo, enviando ainda as doses necessárias de Cloridrato de Metadona para as ilhas do grupo ocidental e central.

Esta equipa de Enfermagem divide-se por forma a poder realizar atendimentos presenciais na sede do programa e na sua unidade móvel que diariamente se desloca em ambos os concelhos da ilha Terceira num itinerário previamente programado de cerca de 100 km. O programa acompanha 429 utentes, sendo que, para o presidente da Ordem nos Açores, “este programa carece de um apoio substancial em termos de aumento do número de Enfermeiros na equipa. O ideal seriam 7 profissionais e, atualmente, muitos são os dias em que estão apenas 3.”

“Estamos perante uma tipologia de utente muito específica que exige um acompanhamento contínuo e não apenas de segunda a sexta-feira, sob pena de uso indevido ao fim de semana das doses atribuídas”, alerta.

Pedro Soares refere ainda que “é com tristeza que percebemos o desinvestimento feito neste projeto no passado e que se reflete não só na falta de recursos humanos, mas também na falta de condições físicas do espaço, por exemplo para as consultas de Enfermagem, condições essas tão importantes para o trabalho a desenvolver, situações estas que a Ordem dos Enfermeiros irá reportar à tutela”, concluiu.

© MC-SRAOE | Foto: SRAOE | PE

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