AUDIÇÃO DO SECRETÁRIO REGIONAL DA SAÚDE SOBRE PROCESSO DE VACINAÇÃO: PARA O PS AUMENTARAM AS DÚVIDAS E SUSPEIÇÕES, PARA O PSD, APESAR DA “GUERILHA” SOCIALISTA FOI ESCLARECEDORA E TRANSPARENTE

O secretário regional da Saúde e Desporto, Clélio Meneses, a seu pedido, foi ouvido esta sexta-feira na Comissão de Assunto Sociais do parlamento açoriano sobre o processo de vacinação contra a COVID-19 nos Açores.

Após a audição, o deputado do grupo parlamentar do PS/Açores, Berto Messias, considerou que a mesma ao invés de esclarecer lançou ainda mais dúvidas quanto à existência de critérios rigorosos e objetivos no início da vacinação.

“A audição do Secretário Regional da Saúde e Desporto, que deveria servir para prestar esclarecimentos quanto ao processo de vacinação na Região, aumentou as dúvidas tendo em conta a ausência de respostas sobre a falta de critérios claros e objetivos no início do processo de vacinação”, considerou.

“Quem ouviu o Sr. Secretário da Saúde pôde confirmar duas coisas, por um lado a falta de humildade em reconhecer erros que, claramente, aconteceram e, por outro lado, uma postura de culpar tudo e todos, menos a de assumir responsabilidades nos problemas que se verificaram”, lamentou.

Para Berto Messias, ao longo de todas as explanações, “o Senhor Secretário insistiu em atacar quem discorda ou quem questiona sobre os problemas que são públicos no processo de vacinação. Usou termos como ‘má fé’, ‘pretensos especialistas na matéria’, ‘gente que não sabe do que fala’, ‘aproveitamento político partidário’, ‘levantamento de dúvidas maldosas’…enfim, um conjunto de ataques que pretendem apenas disfarçar a falta de coragem para assumir erros na definição dos critérios iniciais para a aplicação da vacina”.

“Foi esta postura, verificada nas declarações que deu à comunicação social após ser públicos os problemas na Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo, que empurraram as IPSS dos Açores para uma névoa de suspeição que consideramos inaceitável e injusta”, reiterou o parlamentar, lembrando que “o próprio vice-presidente do Governo Regional, Artur Lima, que constata isso quando, também em declarações públicas, atribui as responsabilidades das regras da vacinação à Secretaria Regional da Saúde”.

Berto Messias considera que a audição deixou claro que “os critérios que estavam definidos no final do ano de 2020, no início do processo de vacinação, não eram claros nem objetivos, o que originou, depois de muitas dúvidas e polémicas, a necessidade de uma clarificação sobre os critérios e as regras definidas, o que só aconteceu no dia 04 de fevereiro”.

“Se os critérios eram assim tão claros e objetivos como afirma o Senhor Secretário, o que aconteceu com a inoculação da Senhora Vice-Provedora da Santa Casa de Angra do Heroísmo não poderia ter acontecido”, acrescentou o deputado do PS/Açores, considerando que isso só “aconteceu porque não existiam indicações claras sobre quais os profissionais em causa e quais os procedimentos a desenvolver no caso de existirem vacinas sobrantes”.

Para Berto Messias, “ficam assim muitas dúvidas por esclarecer, mas, sobretudo, fica registada a falta de humildade de reconhecer que o processo começou mal e que tardiamente foi corrigido”.

Tendo em conta as dúvidas por esclarecer e algumas referências que tentam desresponsabilizar o Governo, “o Grupo Parlamentar do PS Açores pretende ouvir a União Regional das Misericórdias dos Açores (URMA) e a União Regional das Instituições Particulares de Solidariedade Social dos Açores (URIPSSA) em sede de Comissão Parlamentar”, anunciou o deputado do PS/Açores.

DEPUTADOS DO PS FAZEM “INTERRUPÇÕES CONSTANTES”

Por sua vez, o deputado do PSD/Açores Flávio Soares lamentou as “interrupções constantes” feitas pelos deputados socialistas na Comissão de Assuntos Sociais, o que “perturbou e atrasou” a audição parlamentar ao Secretário Regional da Saúde sobre o processo de vacinação contra a COVID-19.

“As interrupções constantes feitas por deputados do Partido Socialista perturbaram o normal funcionamento da Comissão de Assuntos Sociais, tendo atrasado, sem necessidade, os trabalhos. Desde que passou à oposição, o Partido Socialista enveredou por um clima de guerrilha permanente e até perdeu o pouco sentido de estado que lhe restava”, considerou o social-democrata.

Segundo o parlamentar, “o Partido Socialista interrompeu os trabalhos da Comissão mais de uma dezena de vezes, com constantes protestos, interpelações e outros incidentes parlamentares”.

“Quem quer trabalhar em prol do bem comum tem de ter sentido de estado. O Partido Socialista mostrou uma gritante falta de sentido de estado, algo que é, a todos os títulos, lamentável e assume uma gravidade acrescida devido à conjuntura difícil resultante da pandemia”, disse.

Para Flávio Soares, “os deputados do PS não quiseram ser esclarecidos sobre o processo de vacinação, mas apenas lançar provocações fúteis ao Secretário Regional da Saúde Clélio Meneses”.

O deputado do PSD/Açores acrescentou que Clélio Meneses “deu novamente um exemplo de transparência”, ao tomar a iniciativa de solicitar ser ouvido no parlamento sobre o processo de vacinação contra a COVID-19.

“As explicações dadas pelo Secretário Regional da Saúde aos deputados foram esclarecedoras e revelam que o processo de vacinação está a correr de forma globalmente positiva. E mais pessoas vacinadas haveria nos Açores se o Governo da República correspondesse às solicitações das autoridades regionais, o que não tem acontecido”, concluiu.

© GPPSD – GPPS | Fotos: GPPSD – GPPS | PE

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s