TAXA DE ABANDONO ESCOLAR PRECOCE: PS PREOCUPADO COM FALTA DE ESTRATÉGIA DO NOVO GOVERNO, PSD DESANPONTADO COM OS RESULTADOS DO ANTERIOR EXECUTIVO

O grupo parlamentar do PS/Açores manifesta a sua preocupação face à ausência de uma estratégia de combate ao abandono escolar precoce. “Importa saber se o novo executivo vai agir e vai implementar medidas de combate ao abandono escolar precoce nos Açores, para que seja possível continuar o caminho de redução da taxa de abandono verificada nas duas últimas décadas”, afirmou Rodolfo Franca, na sequência de um requerimento entregue ontem no parlamento açoriano.

Para o deputado do PS/Açores é preocupante que o Programa do XIII Governo Regional não tenha “uma única referência a este assunto” e que, passados dois meses de governação, ainda se desconheça “quais são as metas concretas que o XIII Governo Regional tem sobre esta taxa e quais os objetivos definidos que se pretende atingir na redução desta taxa, nesta legislatura”. A falta de informação levou o PS/Açores a questionar o novo executivo, através de um requerimento entregue na Assembleia Legislativa dos Açores.

Rodolfo Franca sublinha a “grande importância” que este assunto tem “para o presente e para o futuro da Região”, porquanto diz respeito aos jovens entre os 18 e os 24 anos que não completaram o secundário nem obtiveram formação para integrar o mercado de trabalho. Recorda que foi uma “questão estruturante nas políticas públicas de educação na Região”. Aliás, acrescenta, que “a estratégia que foi implementada nos últimos anos, pelos Governo do PS, permitiu reduzir drasticamente a taxa de abandono escolar precoce nos Açores, passando de 60% em 1998, para 27% em 2019”.

“Este caminho consistente de redução desta taxa não pode parar nem ser interrompido”, alerta o parlamentar, realçando “a importância de aumentar os índices de qualificação da população ativa açoriana e, consequentemente, os índices de desenvolvimento dos Açores”.

AUTORIDADE MORAL E POLÍTICA

Em contraponto ao requerimento do PS, a deputada do PSD/Açores Délia Melo afirmou hoje que o Partido Socialista “não tem autoridade moral e política” para falar sobre o abandono escolar precoce na Região, lembrando que o Governo do PS “falhou redondamente” as metas que fixou nesta área.

“Os governos socialistas fixaram como meta a redução para 10% da taxa abandono escolar precoce nos Açores em 2020. Falharam redondamente, pois essa taxa mantém-se nos 27 por cento, a mais alta do país e quase três vezes superior à média nacional”, afirmou.

A parlamentar social-democrata recordou que o Plano Integrado de Promoção do Sucesso Escolar (ProSucesso), criado pelos governos do PS, estabelecia como meta, relativamente à evolução da taxa de abandono escolar precoce nos Açores, que “até 2020, a percentagem de alunos que abandonam o ensino e a formação deverá ser inferior a 10%”.

“Quem falhou redondamente – como fica claro em documentos oficiais – as metas que fixou nesta matéria não tem autoridade moral e política para criticar aqueles que assumiram a governação há muito pouco tempo”, disse.

Para Délia Melo, “o combate ao abandono escolar precoce é complexo e os seus resultados apenas são visíveis a médio prazo, pelo que não se pode exigir ao novo Governo trabalho feito, quando a herança recebida foi medíocre”.

“É de um grande atrevimento, após 24 anos no poder e deixando uma pesada herança em matéria de Educação, vir pedir contas a quem está há meia dúzia de semanas em plenitude de funções no Governo Regional dos Açores”, sublinhou.

A deputada do PSD/Açores acrescentou que os números da taxa de abandono escolar precoce atuais “são preocupantes”, sendo resultado de “medidas desajustadas a vários níveis”.

“O estatuto socioeconómico das famílias é, sem dúvida, um fator de grande relevo na explicação do sucesso dos alunos, pelo que temos a prova que a intervenção na área social também não foi a mais adequada por parte dos governos socialistas”, frisou.

A parlamentar social-democrata destacou ainda as ações “que estão atualmente a ser levadas a cabo pela tutela, após o Governo anterior não ter mostrado preocupação na preparação do presente ano letivo”.

“É compromisso do novo Governo Regional ter uma postura de proximidade e diálogo com todos os agentes educativos – aqueles que melhor conhecem a realidade –, em busca das soluções mais adequadas em prol do desenvolvimento dos Açores”, concluiu.

© GPPS/A – GPPSD/A | PE

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