VASCO CORDEIRO REJEITOU AVANÇAR SE DEVE SER ELE A FORMAR GOVERNO

O líder do PS/Açores, Vasco Cordeiro, rejeitou dizer se entendia que devia ser ele a formar governo nos Açores, remetendo para domingo uma reação à decisão do representante da República.

“Por uma questão de respeito, não me compete vir aqui dizer ao senhor representante da República como é que ele exerce as suas competências (…) Amanhã [domingo], farei uma declaração em que darei conta da nossa leitura sobre essa decisão”, avançou, em declarações aos jornalistas.

O líder regional socialista falava à saída de uma audiência com o representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Pedro Catarino, no Solar da Madre de Deus, em Angra do Heroísmo.

Questionado sobre se teria condições para governar com estabilidade, Vasco Cordeiro rejeitou também fazer comentários.

“Acho que devemos esperar pela decisão do senhor representante da República. Obviamente, durante este período, o PS contactou com a maioria dos partidos que foram eleitos e agora o tempo é de aguardar”, apontou.

O líder regional socialista disse que apresentou apenas a Pedro Catarino a sua leitura sobre a situação política atual dos Açores.

“O Partido Socialista, como é público, foi o partido mais votado. O Partido Socialista venceu em sete das nove ilhas, em 12 dos 19 concelhos, em 101 das 156 freguesias da nossa região, teve mais votos do que qualquer um dos outros partidos que se apresentou a esse ato eleitoral, mas o Partido Socialista perdeu votos e perdeu deputados e isso, para nós, tem uma leitura muito clara quanto àquilo que o eleitorado nos disse”, avançou.

Segundo Vasco Cordeiro, essa leitura é de que “é preciso fazer as coisas de maneira diferente”, “fazer um esforço acrescido de consensualizar soluções” e “fazer um esforço acrescido em termos de diálogo com outros partidos políticos”.

“Os senhores têm mais votos, mas têm de fazer as coisas de maneira diferente. E julgo que o Partido Socialista percebeu esta mensagem do povo açoriano. A partir daqui há agora um período em que o senhor representante da República tomará uma decisão que é essencial para este processo”, frisou.

© CYB/MCL/Lusa | Foto: DR | PE

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