TOMÁS DENTINHO: “A TERCEIRA ESTÁ A PERDER PESO NO TODO REGIONAL”

O candidato do Partido Popular Monárquico (PPM) pela ilha Terceira, Tomás Dentinho, foca-se na resolução da dívida pública regional, que destrói os efeitos multiplicadores de vários setores de atividade. Diagnosticando uma ilha Terceira relegada artificialmente para segundo plano no todo regional, aponta, entre outras medidas estruturantes, a “autonomização do Porto da Praia, do Aeroporto das Lajes e do Campus da Universidade” como rumo de alavancagem da economia terceirense.

Praia Expresso (PE) — Nas últimas legislativas regionais, em 2016, o PPM obteve na ilha Terceira 69 votos, 0,32%. Quais são as metas do partido para estas legislativas?
Tomás Dentinho (TD) — Devido ao bom desempenho do deputado do PPM, Dr. Paulo Estevão, à falta de soluções dos demais partidos para os problemas dos Açores e da Terceira e à melhor qualidade relativa dos candidatos do PPM julgo que o PPM poderá ter entre 500 e 2000 votos na Ilha Terceira garantindo um apoio substancial à eleição de um deputado pelo círculo de compensação e, se os terceirenses assim o quiserem, a eleição de um deputado do PPM pelo círculo da Terceira.

PE — Quais são as principais propostas da sua candidatura para a ilha Terceira?
TD — As principais propostas da minha candidatura são quatro: a) A resolução da dívida pública regional que destrói os empregos criados pelo efeito multiplicador das exportações de leite, do turismo e do apoio do Estado; b) A autonomização do Porto da Praia, do Aeroporto das Lajes e do Campus da Universidade; c) A regulação e promoção da concorrência entre escolas, unidades de saúde; fábricas de leite e importação de rações; d) a afetação de direitos de pesca a cooperativas associadas aos portos de pesca dos Açores.

PE — Que avaliação faz do estado atual de desenvolvimento da ilha Terceira no contexto da economia regional. Entende que estão a ser exploradas todas as potencialidades da ilha?
TD — A Terceira está a perder peso no todo regional porque o Campus de Angra da Universidade é impedido de criar cursos orientados para a procura local, porque os transportes aéreos e marítimos são artificialmente centralizados em Ponta Delgada, porque se atrasou por um ano a liberalização do transporte aéreo e porque não se desmantelou o poder de mercado da UNICOL.

PE — Em tempo de pandemia é inevitável falar de saúde. Como avalia a ação do Governo neste domínio? O que teria feito de forma diferente se fosse Governo? Quais as insuficiências do Serviço Regional de Saúde nesta ilha? Como as resolveria? E qual a posição da sua candidatura relativamente ao serviço de radioterapia no hospital da ilha Terceira?
TD — O Governo fez mal em impedir a visitação das ilhas devendo ter assumido imediatamente o teste à chegada e aos seis dias como está a ser feito agora. O Governo não devia obrigar quem faz escala em Ponta Delgada a ter de ficar a dormir nessa cidade. O Governo deveria promover os voos diretos para as ilhas sem infeção.
A resolução dos problemas de saúde na Ilha passam pela autonomização e concorrência entre as unidades de saúde por ato médico e o com prémio para os provedores de saúde que demonstram melhor desempenho.
Defender um serviço em vez de outro acaba por criar uma estrutura que depende mais da capacidade reivindicativa do que das verdadeiras necessidades.

PE — Boas acessibilidades são essenciais para o desenvolvimento de qualquer sector da atividade económica. Como vê as acessibilidades à ilha Terceira? No seu entender o que deve ser melhorado? E qual o entendimento da sua candidatura no que diz respeito à construção de um terminal de cruzeiros e navegação interilhas na Praia da Vitória?
TD — Demoraram dez anos e mais um a liberalizar os transportes aéreos e ainda hoje não há liberalização dos transportes interilhas. Para além disso em vez de gastar 120 milhões num cais de cruzeiros pequenos em Angra deveriam gastar-se 300 milhões para um cais de trans-shipment de carga atlântica no Porto da Praia da Vitória autonomizado que serviria igualmente para grandes navios de cruzeiro servido de excursões a Angra e a lugares e atividades mais atrativas da ilha.

PE — Nas últimas Regionais mais de metade (58,90%) dos eleitores inscritos no círculo eleitoral da Terceira não votaram. O que tem a dizer a estes eleitores em particular, para os levar a votar, e a todos, em geral, para os convencer a votar na lista que encabeça?
TD — Julgo que a perspetiva de não haver maioria absoluta pode levar a uma maior votação porque há graves problemas de emprego e dependência que este governo não tem ideias para resolver mas que pequenos partidos que venham a constituir a possibilidade de soluções governativas adequadas à situação podem perspetivar. Como o PPM poderá vir a ter entre 3 e 5 deputados não é impensável que se possa vir a definir uma maioria de centro esquerda com o PPM e o PS minoritário ou de centro direita com o PPM, CDS e PSD. A questão está em saber qual o programa em que uma maioria e outra acordam fazer.

© PE

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