TÉCNICOS DE DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA DOS AÇORES FAZEM FUNERAL SIMBÓLICO DA CARREIRA

Os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica ((TSDT) dos Açores estão de greve por dois dias: hoje e amanhã. A adesão à greve rondou neste primeiro dia os 90% em todas as ilhas, sendo que em algumas unidades hospitalares este número chega aos 100%.

A forte adesão destes profissionais está a afetar vários serviços das diversas unidades de saúde da região, tais como as análises clínicas, farmácias, Raio-X, cardiologia e até as cirurgias programadas.

Simultaneamente com a greve, vários profissionais manifestaram-se hoje na cidade da Horta, no Faial, junto ao à Assembleia Legislativa da Região Autónoma, onde decorre a última sessão plenária desta legislatura.

Nesta manifestação, os profissionais simbolicamente procederam ao funeral da sua carreira, nomeadamente no que diz respeito às suas expetativas de uma valorização e transição justa e equitativa. O atestado de óbito foi passado pelo Grupo Parlamentar do PS, que votou contra o projeto de resolução apresentado pelo CDS-PP, que previa uma valorização e transição muito mais de acordo com as reivindicações destes profissionais.

Para Carla Silva, dirigente do STSS (Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica), nos Açores, esta factualidade deixou os colegas completamente desalentados.

“Os profissionais estão muito descontentes. Ontem, houve a votação dos projetos de resolução do CDS-PP e do PSD, a votação do PS foi contra. Sem conseguirem dar uma explicação plausível para estarem todos a votar contra. Os colegas ficaram muito revoltados e a adesão à greve é superior até aquilo que nós estávamos à espera, em todas as unidades de saúde da Região”, afirmou a dirigente sindical ouvida pela Antena 1 Açores.

O diferente entre TSDT dos Açores e o Governo Regional já se arrasta há muito tempo. Acusam a titular da pasta da Saúde de lhes recusar um tratamento semelhante ao conseguido na Madeira e em outras classes profissionais.

“Quando nós ouvimos a Sra. Secretária na Comissão Política, a semana passada, a dizer que nem sequer tinha feito as contas para um ponto e meio, que era o mínimo que nós exigíamos – um ponto e meio e nem sequer fizeram as contas. Nós estamos a reunir com ela desde novembro de 2019. Por isso, estamos muito tristes com esta situação e por isso estamos aqui na Horta e estamos em greve estes dois dias”.

Ontem no plenário, a secretária Regional da Saúde, Teresa Machado Luciano, admitiu continuar a negociar com os sindicatos, mas garante que para já o Governo só vai pagar um ponto por cada ano de serviço.

“Os nossos TSDT não vão ficar prejudicados por não receberem as suas valorizações remuneratórias e, portanto, será pago agora este mês estas valorizações remuneratórias com um ponto, independentemente das negociações e/ou de a nível nacional ser resolvido atribuir um ponto e meio por cada ano de serviço”, afirmou.

PE

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