CHEGA/AÇORES CONTRA ENTRADA DA UBER EM 2020 NA REGIÃO

O CHEGA/Açores esteve na passada segunda-feira, 20 de julho, reunido com a Associação de Táxis de S. Miguel, nas pessoas de Carlos Augusto Furtado e José Pacheco, dirigentes regionais do partido, os quais após este encontro manifestaram-se absolutamente contra a “entrada da UBER em 2020 nos Açores”.

Segundo avança a nota de imprensa do partido de André Ventura nos Açores, enviada esta terça-feira às redações, o encontro “teve como objetivos perceber as fragilidades atuais deste sector e auscultar as opiniões dos taxistas quanto à possibilidade da entrada da UBER na região”, no sentido de permitir uma tomada de posição avalizada.

Decorrente desta reunião, o CHEGA/Açores “manifesta-se contra a decisão do governo apoiado pelo PS, uma vez que foi possível perceber que regra geral esta atividade é desenvolvida por empresários em nome individual, que têm neste negócio a única forma de assegurar a subsistência dos seus lares e que o sector atravessa grandes dificuldades, que tem levado à desistência de alguns Alvarás de táxi, mostrando-se assim que a sobrevivência do setor está gravemente comprometida, principalmente numa altura em que a região atravessa grandes dificuldades no sector turístico”.

Neste âmbito, o partido diz lamentar “profundamente que os taxistas não tenham sido auscultados em todo este processo, sendo que estes são os principais prejudicados com esta iniciativa do Governo Regional” e lembra que “o facto de serem perdoados alguns custos relacionados com licenciamentos estatais, durante este ano e apenas a alguns taxistas, não são de forma alguma contrapartida para o problema causado, uma vez que o sector poderá precisar de um apoio permanente, com a aquisição de gasóleo a preço profissional, conforme defende António Feleja, presidente desta associação”.

Desse modo, o CHEGA/Açores mostra-se, atualmente, contra a entrada da UBER nos Açores, aceitando esta possibilidade “apenas num cenário de retoma da atividade económica e turística para valores acima dos registados nos últimos anos, uma vez que mesmo regressando a atividade económica e turística aos valores de 2019, será ainda incomportável esta partilha da atividade, entre taxistas, rent-a-cars, empresas de animação turística e a dita UBER, uma vez que os operadores atrás indicados e em atividade na região, já apresentavam, num passado recente, grandes dificuldades na partilha da atividade, por existir já uma capacidade instalada de dimensão apreciável na região”.

“O CHEGA/Açores vê com estranheza esta decisão tomada pelo Governo Regional, não descartando que com tal iniciativa poder-se-á estar a beneficiar interesses instalados e adverte o mesmo que a eventual teimosia em levar por diante esta decisão tomada recentemente, pode causar graves problemas sociais às famílias que dependem da regular e sustentável atividade económica de transportes na região, numa altura em que já existem graves problemas sociais em tantas famílias nos Açores”, lê-se por fim no referido comunicado.

Foto: © CHEGA-A | CHEGA-A/PE

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