BE DEFENDE QUE REPÚBLICA DEVE PARTICIPAR NO ESFORÇO FINANCEIRO PARA SALVAR A SATA

O Bloco de Esquerda defende que o Governo da República deve participar no esforço financeiro para salvar a SATA. António Lima justifica esta proposta do BE com a importância estrutural da empresa, e estabelecendo um paralelismo com a situação da TAP e com o financiamento da República à construção do novo Hospital do Funchal, que já está assegurado.

“A questão fundamental é saber se o Governo Regional está, ou não, disposto a sentar-se à mesa para exigir que o Governo da República contribua financeiramente para o esforço que é preciso fazer para salvar a SATA. Exigir tratamento igual ao que teve a Madeira para construir o novo Hospital do Funchal”, disse o líder parlamentar do BE.

António Lima citou mesmo a entrevista da passada quarta-feira de Pedro Nuno Santos à RTP em que o ministro afirmou que Portugal é “uma comunidade do Minho aos Açores”, e que por isso o Governo salvou a TAP, salvou a EFACEC – que é no Porto – e vai avançar com a construção do novo hospital do Algarve.

Seguindo esta lógica, de coesão nacional, o BE acrescenta a estes objetivos anunciados pelo ministro a participação financeira para “o novo hospital da Madeira”, que já está assegurada, e defende que o “apoio aos Açores para ajudar a recuperar a SATA” também deve ter o mesmo enquadramento.

“Este é o ponto principal da proposta e custa-me a crer que haja algum partido que não queira um apoio financeiro da República para ajudar a salvar a SATA”, disse António Lima, acrescentando que é preciso que o Governo Regional “faça esta luta para salvar a SATA, lute pelos Açores”. Mas a proposta acabou por ser rejeitada pelo parlamento.

O BE considera que esta comparticipação do Governo da República seria “prudente e responsável” para “defender o Orçamento da Região do futuro, para responder à Saúde, à Educação, aos Transportes, às infraestruturas. É por isso que devemos exigir ao Governo da República que contribua para salvar a SATA”.

Aliás, os argumentos apontados pelo Governo da República para salvar a TAP – fatores económicos, papel dinamizador da economia, e ligação às comunidades na diáspora – aplicam-se à situação da SATA, “à sua dimensão”, a que acresce “o papel decisivo da SATA para a mobilidade interna e externa, assim como à coesão social e geográfica que a SATA garante”.

O BE defende também negociações entre o Governo Regional e o Governo da República para estabelecer uma pareceria estratégica entre a SATA e a TAP.

Até há muito pouco tempo, o Governo Regional queria privatizar SATA porque precisava de um parceiro com maior dimensão. O Bloco de Esquerda considera que este parceiro deve ser a TAP, principalmente depois de o Estado ter reforçado a sua posição na empresa.

“É claro que esta proposta em nada significa, como já vimos escrito, o engolir da TAP pela SATA. Antes pelo contrário, pensamos ser esse o caminho para evitar que a SATA seja engolida por qualquer outra empresa incluindo a TAP”, esclareceu o deputado António Lima.

Foto: © BE-A | BE-A/PE

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