GREVE DOS ESTIVADORES: REGIÃO REQUISITA SERVIÇOS MÍNIMOS

O Governo dos Açores requereu ao Governo da República o estabelecimento de serviços mínimos para o transporte marítimo de mercadorias entre o continente e a Região no período de 06 de julho a 10 de agosto, altura em que vigora o pré-aviso de greve do Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL).

A Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas adiantou que já comunicou ao Ministério das Infraestruturas e Habitação aqueles que o Executivo açoriano considera que são “os serviços mínimos absolutamente indispensáveis, em termos de frequências e de capacidade de transporte de mercadorias para Região Autónoma dos Açores, como temos feito sempre”.

Ana Cunha recordou que, no anterior período de greve, os serviços mínimos que vieram a ser fixados foram “muito favoráveis, não se anteviam constrangimentos”, no entanto, a dada altura, foi necessário “pedir a intervenção do Ministério das Infraestruturas e Habitação para que acionasse a requisição civil, porque não estavam a ser cumpridos os serviços mínimos”.

“Já comunicámos aqueles que nós consideramos os serviços mínimos, que são iguais àqueles que foram fixados na última greve, na medida em que entendemos que nos acautelam”, disse a titular da pasta dos Transportes.

“Caso existam constrangimentos, como ocorreram na época que antecedeu este período de pandemia, intercederemos junto do Governo da República, pedindo a requisição civil e, se necessário, o uso da força pública, forças policiais, nomeadamente”, acrescentou.

“O que nos preocupa é a parte prática do cumprimento de serviços mínimos, mas o sindicato é cumpridor e estou certa que, neste período, decorrerá tudo de acordo com a normalidade, para além de que o sindicato também já tem demonstrado alguma sensibilidade em relação àquilo que é o abastecimento à Região Autónoma dos Açores”, sublinhou Ana Cunha.

A Secretária Regional adiantou ainda que, além do pedido de serviços mínimos já efetuado, é feito um acompanhamento e uma monitorização “frequente” junto dos operadores, “para saber o que é que transportam, que constrangimentos estão a sentir, se há uma diminuição de carga, se há uma diminuição dos prazos de entrega, diminuição no prazo da saída, constrangimentos à saída”, monitorizando, assim, todo o procedimento.

Fotos: © Rui Sousa/GaCS | GaCS/HB/PE

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