HORTA: EM DIA DA CIDADE, JOSÉ LEONARDO SILVA REFORÇA COMPROMISSO COM FAIALENSES

A Câmara Municipal da Horta (CMH) promoveu, este sábado, 04 de julho, a sessão solene comemorativa do 187.º Aniversário de elevação da Horta de vila a cidade, uma sessão curta, transmitida através das redes sociais e limitada, em termos de presenças, devido às restrições provocadas pela pandemia de infeção pela COVID-19.

Isso mesmo realçou José Leonardo Silva, presidente da CMH, para quem, em tempo de restrições, é importante o papel da própria comunicação social e da comunicação através das redes sociais, num contributo para uma informação de utilidade pública e mais próxima dos cidadãos.

“O mais importante não são as artimanhas que se usa para fazer passar mensagens contraditórias, o mais importante não é controlar o que não deve ser controlado por natureza, o mais importante é resolver o problema das pessoas”, salientou.

Encarando esta como mais uma das dificuldades pelas quais o Faial e os faialenses também têm sido afetados, José Leonardo Silva deixou uma mensagem de esperança e garante que “não é tempo de baixar os braços”.

“É nos momentos de dificuldade que não podemos aceitar que nada possa ser mais importante do que as pessoas, do que as famílias ou do que o sustento de quem aqui vive”, pelo que “se chegar o tempo em que haja que decidir entre fazer uma obra ou um investimento qualquer e tomar decisões que ajudem os que mais precisam, é a nossa gente que vai sempre prevalecer”, frisou o presidente da Câmara.

Recordando as várias medidas que a Câmara Municipal da Horta foi capaz de implementar, neste período de pandemia, como o reforço do Fundo de Emergência Social, o apoio no ensino à distância ou o Fundo de Dinamização Empresarial, o autarca realça que é tempo de prever outras medidas que possam atenuar os efeitos da perda de receitas por via da redução de impostos.

Para José Leonardo Silva, é hora de prever a alteração na comparticipação dos fundos comunitários, defendendo, “objetivamente, que, à semelhança de outras experiências do passado, postas em prática aquando da última grande crise económica, seja aumentada a percentagem de financiamento comparticipável através de candidaturas apresentadas pelos municípios, a pensar justamente no futuro e na estratégia que temos de ter para ultrapassar esta fase de estagnação e de retração de investimento, com maior rigor, controlo e transparência”.

Outra das propostas apresentadas pelo edil vão no sentido de estender as moratórias bancárias a todos os municípios e não apenas àqueles em situação de recuperação financeira, “dando-lhes maior desafogo para continuar a cumprir os seus objetivos e a serem verdadeiros motores de desenvolvimento nos seus concelhos”, acrescentou.

Apesar do período de pandemia, que obriga a várias alterações nos planos e orçamentos municipais, José Leonardo Silva garantiu o cumprimento dos compromissos assumidos, a continuidade da aposta na valorização da frente mar e no trabalho de recuperação na rede viária municipal.

“Lamento desapontar os mais sépticos, que insistem em puxar o Faial para trás, ao garantir que nós continuamos verdadeiramente comprometidos com o desenvolvimento do nosso concelho”, concluiu.

CIDADE DA HORTA

A cidade da Horta deve o seu nome muito provavelmente à tradução para português do sobrenome do primeiro colonizador do concelho/ilha: Joe Van Huerter. A elevação a vila ocorreu em finais do século XV.

As frequentes incursões e ataques dos piratas levaram à edificação de várias fortalezas ao longo da ilha. A Horta começou por prosperar através da agricultura e exportação de pastel para as tinturarias europeias. No entanto, no período de domínio espanhol, os saques sucessivos e o sismo de 1672 fizeram com que o desenvolvimento económico da região entrasse em declínio.

No século XIX, a Horta assume um papel mais ativo nos acontecimentos históricos. Torna-se palco das lutas liberais, recebendo a visita de D. Pedro IV em 1832 e é elevada à categoria de cidade em 04 de julho de 1833.

O concelho começa a prosperar, graças ao porto que servia como escala nas rotas comerciais e de ponto de abastecimento aos baleeiros da Nova Inglaterra e de reabastecimento de carvão na era dos navios a vapor. Inclusivamente, em 1755, a ilha serviu de escala ao descobridor inglês capitão James Cook.

Em finais do século XIX, com a instalação dos cabos telegráficos submarinos que ligaram primeiramente Horta a Lisboa e depois ao resto do Mundo, Horta tornou-se um posto de comunicações intercontinental, entre a América, África e Europa. A ilha também serviu de escala ao primeiro voo transatlântico em 1919 e de porto naval nas duas guerras mundiais.

Atualmente, a cidade da Horta é uma das sedes da Administração Regional e do Parlamento açoriano, e o seu porto continua a servir de escala a iates na travessia do Atlântico Norte, assumindo em pleno o seu papel de porto cosmopolita e turístico.

Foto: © CMH | CMH/PE

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