ILHA DO FAIAL COM CENTRO DE RECOLHA OFICIAL PARA ANIMAIS ABANDONADOS

A ilha do Faial dispõe, desde ontem, de um Centro de Recolha Oficial de Animais, uma infraestrutura que cumpre com as regras em vigor no que concerne ao acolhimento e tratamento médico-veterinário, para cães e gatos abandonados, no concelho da Horta.

Numa intervenção realizada na abertura daquele Centro, José Leonardo Silva, presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH), destacou não só o investimento avultado feito na construção dos novos espaços, mas sobretudo, todo o trabalho de concertação com as diversas associações e voluntários que, conjuntamente com o Município, fazem um grande esforço por combater o abandono animal e promover uma detenção e adoção responsáveis.

“O pior que poderia acontecer a partir de agora era as pessoas pensarem que o problema dos animais já está resolvido e que podem voltar a abandoná-los às portas do centro ou do albergue da AFAMA”, realçou o autarca, acrescentando que, para a Câmara Municipal, a preocupação é inversa, no sentido em que, “quem possui animais de estimação a seu cargo deve ser conhecedor da responsabilidade que tem”.

Por isso, “e para ajudar quem tem maiores dificuldades económicas na realização de esterilizações e outro tipo de tratamentos, de modo a evitar questões de saúde pública e animal, iremos celebrar um protocolo com a Ordem dos Médicos Veterinários para se implementar o Programa de Apoio de Saúde Preventiva a Animais em Risco – Cheque Veterinário, no montante de 5.000 euros, no sentido de continuarmos este trabalho e evitar que os animais acabem esquecidos no Centro de Recolha”.

PASSOS SIGNIFICATIVOS NA PROTEÇÃO DOS ANIMAIS

Presente na cerimónia de inauguração, o Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou que os Açores deram passos muito significativos no reforço da defesa e proteção dos animais de companhia e errantes na atual legislatura, contribuindo para uma crescente consciencialização cívica para esta temática.

“Entre 2017 e 2019, deram entrada nos canis municipais e Centros de Recolha Oficial (CRO) menos 2.700 animais, o número de adoções em 2019 rondou os 2.500 animais e o número de eutanásias reduziu 80% em dois anos”, revelou João Ponte, acrescentando que “esta trajetória que estamos a fazer nos Açores, além de encorajadora, atesta que estamos no caminho certo”.

João Ponte apontou uma série de medidas que foram implementadas nesta legislatura para fomentar uma verdadeira cultura de proteção e bem-estar animal, de Santa Maria ao Corvo, nomeadamente através do lançamento de campanhas e ações de sensibilização contra o abandono animal e de divulgação da esterilização, para diminuir ninhadas indesejadas, reduzir os maus tratos e erradicar o abandono de animais de companhia.

Foram também intensificadas as ações de controlo e fiscalização aos canis e CRO, criado um regime de apoio às associações de proteção animal para financiar despesas efetuadas com a vacinação, esterilização, identificação eletrónica, tratamento, alimentação e atos médicos veterinários, bem como foi disponibilizado apoio financeiro aos municípios com CRO, comparticipando os custos com as esterilizações dos animais, de modo a controlar a população de errantes e cumprir o objetivo de ter territórios sem animais abandonados.

João Ponte, que destacou o papel cívico e meritório das associações de proteção animal na Região, elogiou e reconheceu o trabalho “persistente e incansável dos seus dirigentes e voluntários” não só ao longo dos últimos anos, mas especialmente agora na situação de pandemia, onde as dificuldades se tornaram maiores.

O Secretário Regional anunciou ainda que está em funcionamento desde segunda-feira uma base de dados regional, que está interligada com a nacional, designada ‘Registo de Animais de Companhia e Errantes – RACE’, para registo gratuito e obrigatório de múltiplas informações úteis de cada animal.

“Reconhecemos que ainda não estamos num patamar que nos satisfaz totalmente, mas estamos a dar passos acertados e concretos para cumprir o ‘abate zero’ até 2022, apesar de este ser um objetivo já alcançado em vários concelhos dos Açores”, afirmou João Ponte.

Para o governante, só será possível continuar a mudar para melhor prosseguindo a aposta no reforço da esterilização e na adoção responsável, sem esquecer a formação das gerações mais novas, bem como a união de esforços dos diferentes parceiros envolvidos nesta temática.

Fotos: © CMH/GaCS/SRAF | CMH/GaCS/RM/PE

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