PANDEMIA COVID-19 ADIA FESTAS DO ESPÍRITO SANTO NA OUVIDORIA DA PRAIA

São nove as paróquias da ouvidoria da Praia da Vitória, que cancelaram a edição deste ano das Festas do Divino Espírito Santo devido à Pandemia do Covid-19, noticia o portal Igreja Açores, depois de ouvir o ouvidor, padre Emanuel Valadão Vaz.

“Esta decisão de ter que adiar e cancelar tudo o que estava previsto para este ano e que já estava preparado é difícil mas é uma questão de bom senso que a maioria dos impérios da zona do Ramo Grande tomou”, escreve o Igreja Açores citando o sacerdote, que não poupa no elogio às comunidades, nomeadamente aos mordomos e imperadores que tomaram esta decisão “difícil mas muito corajosa”.

Entre as Paróquias que já cancelaram as suas festas encontram-se as de Porto Martins, Fonte Bastardo, Agualva, Fontinhas, Vila Nova, Santa Rita, Santa Luzia, São Brás e Casa da Ribeira, mas, segunda adianta o ouvidor da Praia da Vitória àquele órgão de comunicação da Igreja, “outras irão certamente no mesmo sentido”.

Para o ouvidor da Praia da Vitória, a decisão de cancelar os Bodos deste ano foi “difícil”, desde logo, porque esta é uma das festas mais importantes da ilha Terceira, sobretudo na zona do Ramo Grande, onde a tradição “é muito forte”.

Segundo as orientações dos vários Impérios o esquema das sortes tiradas para este ano manter-se-á em 2021 o que faz com que mordomos, imperadores e coletividades mantenham os mesmos protagonistas.

FESTAS DO ESPÍRITO SANTO

As festas do Espírito Santo começam no domingo imediatamente a seguir à Páscoa tendo como ponto alto o domingo de Pentecostes e o da Trindade.

Na ilha Terceira, os impérios prosseguem durante o verão, até ao Império de São Carlos e da Caridade, em setembro.

Nesta ilha, o culto do Espírito Santo está documentado desde 1492, data em que já se fazia o Império e se distribuía o bodo, no dia de Pentecostes, à porta de uma capela pertencente ao hospital do Espírito Santo.

A festa constava da missa do Espírito Santo, “coroação” e bodo e, se algum irmão da confraria “tomasse o império” sem ter meios para o desenvolver seria ajudado pelos restantes membros da irmandade.

Quando se instituíram as Santas Casas da Misericórdia na ilha Terceira, a de Angra, em 1495, e depois a da Praia, em 1498, instalam-se nos templos do Espírito Santo, acabando por se tornar as responsáveis pela organização dos bodos no dia de Pentecostes, facto que não afetou a criação de irmandades em todas as freguesias destes dois concelhos.

As festas do Espírito Santo nos Açores possuem uma estrutura tradicional comum, mas apresentam bastantes variantes entre as várias ilhas do Arquipélago e, dentro da mesma ilha, entre os vários Impérios.

O ciclo das festividades é, no entanto, comum. Nos domingos de Pentecostes e da Trindade vivem-se os bodos e no final do segundo bodo tiram-se “as sortes” ou “pelouros” para conhecer os irmãos que vão ficar com as domingas, sete, do ano seguinte. Quem tirar a primeira “dominga” ficará com o Espírito Santo todo o ano em Casa, ou seja, a Bandeira e a Coroa ficarão na casa desse irmão, em lugar de destaque, durante um ano.

Foto: © IA | IA/PE

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