LAGOA: CÂMARA MUNICIPAL SUSPENDE PROCEDIMENTO DE HASTA PÚBLICA PARA VENDA DE PRÉDIO SITO À AVENIDA DO MAR

Face ao surgimento, a nível mundial, do surto epidémico covid-19, que levou a Organização Mundial de Saúde a declarar estado de pandemia, e a nível nacional, o estado de emergência, a Câmara Municipal de Lagoa anunciou a revogação do procedimento de hasta pública para venda do prédio sito na Avenida do Mar, freguesia de Santa Cruz, para construção de empreendimento turístico.

Esta medida foi tomada pela presidente da Câmara de Lagoa, Cristina Calisto, após ter sido decretado, a nível regional, o encerramento dos serviços públicos não essenciais. Foi, também, decretada a quarentena obrigatória para quem tenha viajado recentemente, determinado o encerramento de fronteiras e ligações aéreas regionais e internacionais, desaconselhada a realização de viagens e recomendado a permanência na habitação para a generalidade dos cidadãos. Como consequência, muitas empresas encerraram, temporariamente e por tempo indeterminado.

Desta forma, a presidente considera que uma das principais lesadas com este surto é a indústria do turismo, frutos dos massivos cancelamentos de reservas e restrições de circulação de pessoas a nível mundial, não sendo esta altura propícia e adequada para a realização da referida hasta pública.

Em aviso oficial, Cristina Calisto revelou, assim, que a prioridade da autarquia é a garantia da prestação dos serviços públicos essenciais, onde estará concentrada a sua atenção e todos os seus recursos disponíveis, nomeadamente humanos, técnicos e financeiros.

Ainda em relação a esta matéria, a Câmara Municipal de Lagoa considera que, nesta fase, os potenciais investidores teriam muita dificuldade em reunir a quantidade e complexidade de elementos precisos para elaborar, necessitando inclusive do trabalho de distintos técnicos e recursos para o efeito. Além disso, não estariam reunidas as condições para a apresentação do maior número de propostas possíveis, conforme inicialmente desenhado e projetado pelo referido procedimento. Por última, a presidente esclarece que, seria virtualmente impossível reunir o júri para proceder à análise das propostas, pois é composto por técnicos que estão em teletrabalho e muitos deles que quando alegadamente alguns poderão estar ou entrar em quarentena.

Foto: © CML | CML/PE

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