PPM/AÇORES ACUSA VASCO CORDEIRO DE “DESTRUIR” A ECONOMIA DO CORVO

Paulo Estevão acusou hoje, em conferência de imprensa, o Governo dos Açores de “destruir” a frágil economia da ilha do Corvo, devido à irregularidade no transporte marítimo de mercadorias. Um comunicado da Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas, garante que o Governo dos Açores continua a assegurar o abastecimento alternativo por via aérea à ilha do Corvo.


O deputado do PPM/Açores, Paulo Estevão, acusou esta quarta-feira, em conferência de imprensa, na Delegação da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores da Ilha de São Miguel, o presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, de “destruir” a frágil economia da ilha do Corvo, “devido à irregularidade e insuficiência” do abastecimento marítimo de mercadorias, que nunca se chegou a regularizar desde a ocorrência do furacão “Lorenzo”.

“A ilha já chegou a estar 50 dias consecutivos sem abastecimento e os abastecimentos realizados em datas posteriores tiveram sempre um caráter irregular e insuficiente. Nunca restabeleceram o nível dos stocks anteriores à quebra do abastecimento”, diz Paulo Estevão.

Segundo adianta, “a ilha está novamente, desde o dia 12 de fevereiro, sem abastecimento marítimo de mercadorias”, pois “nunca foi garantida nenhuma regularidade ou um mínimo de previsibilidade no âmbito do abastecimento marítimo da ilha”.

Para o deputado eleito pela mais pequena ilha dos Açores, não existem dúvidas e “está provado que os navios da Empresa de Barcos do Pico não têm condições para abastecer a ilha”.

Assim, interroga o monarca, “Por que razão o Governo Regional nada faz a este respeito e submete a ilha do Corvo a terríveis condições de abastecimento, que acabarão por destruir a frágil economia da ilha? Que interesses, que não os da população da ilha, está o Governo Regional empenhado em proteger? Por que razão não usa o Governo Regional as verbas transferidas da República para a Região, cujo propósito era, precisamente, garantir o abastecimento das ilhas do Grupo Ocidental? Estas verbas estão a ser desviadas do seu propósito inicial para beneficiar que interesses?

Paulo Estevão recordou que a representação parlamentar do PPM apresentou uma iniciativa que visa fretar um navio que permita assegurar o regular abastecimento marítimo de mercadorias para a ilha do Corvo, tal como já sucede para a ilha das Flores, que está, neste momento, a ser abastecida semanalmente.

Segundo anunciou, já no próximo plenário, a Representação Parlamentar do PPM irá forçar a discussão deste assunto, para além de denunciar, junto dos órgãos políticos de soberania, “a situação de abandono a que o Governo Regional está a submeter a ilha do Corvo, não canalizando as verbas transferidas ao abrigo da solidariedade nacional para a ilha mais afetada em termos da reposição do abastecimento marítimo regular”.

Paulo Estevão finaliza salientando, que “é importante que a sociedade portuguesa perceba que o dinheiro transferido para os Açores está a ser usado para tudo, com exceção do mais urgente e premente. Que o dinheiro chega aos mais influentes e fortes, mas não chega aos mais frágeis e menos influentes”.

ABASTECIMENTO ALTERNATIVO POR VIA AÉREA

Um comunicado da Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas, enviada às redações ao início desta noite, garante que o Governo dos Açores continua a assegurar o abastecimento alternativo por via aérea à ilha do Corvo, dando resposta às necessidades que os empresários da ilha vão transmitindo ao Fundo Regional de Coesão, que mantém um acompanhamento permanente da situação.

“Devido às condições de mar, o navio ‘Lusitânia’, da Empresa de Barcos do Pico, não conseguiu realizar a viagem entre o Porto da Horta, o Porto da Casa, no Corvo, e o Porto das Lajes das Flores na última semana, tendo sido, por isso, acionados de imediato os mecanismos alternativos previstos pelo Governo dos Açores no âmbito da estratégia de acompanhamento do abastecimento regular de mercadorias à ilha do Corvo”, lê-se no referido comunicado.

Para tal, acrescenta o comunicado, “foi criada uma ponte aérea que permitiu o envio de mais de 2.500 quilos de mercadoria diversa, incluindo fruta e legumes frescos, farinha, carne e outros produtos alimentares, destinados aos supermercados, mercearias, restaurantes e à Santa Casa da Misericórdia daquela ilha”.

Adianta ainda o comunicado, que “o navio ‘Lusitânia’ encontra-se no Porto da Horta, carregado com mercadoria diversa e com uma tripulação de prevenção, a aguardar a melhoria do estado do mar para que seja possível efetuar a referida ligação”.

“Desde o início da operação, no seguimento da passagem do furacão Lorenzo, já foram transportadas para a ilha do Corvo, por via aérea, mais de 10 toneladas de mercadorias diversas, através da SATA e da Força Aérea, e mais de 1.500 toneladas por via marítima, através dos navios ‘Lusitânia’ e ‘Cecília A.’, da Empresa de Barcos do Pico” conclui o comunicado governamental.

Foto: © DR | PPM-A/ GaCS/FRACDE/PE

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