CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DA PESTE DE 1599

Realizou-se este domingo, 19 de janeiro, pelas 12:00, na Igreja Matriz de Santa Cruz, na Praia da Vitória, a tradicional missa em honra de São Sebastião, mandada celebrar pela Câmara Municipal da Praia da Vitória (CMPV) na sequência do compromisso assumido no final do século XVI.

Recorde-se que, o ano de 1599 ficou marcado por uma epidemia “de peste do oriente” que vitimou mortalmente mais de sete mil pessoas na ilha Terceira, de mais de 30 mil pessoas que adoeceram com o surto.

Reza a história que a epidemia teve origem numa arca com fazenda que desembarcou em Angra do Heroísmo e que terá sido aberta, a 15 de abril de 1599, na Rua da Esperança. A partir daí, a peste alastrou, tendo sido identificada na Praia em maio daquele ano, tendo então sido criada a primeira Casa de Saúde. A violência da epidemia foi de tal ordem que os registos indicam que, “em poucos dias, só na freguesia da Matriz, matava mais de 700 pessoas”, lê-se no Boletim n.º 4 do Instituto Histórico da Ilha Terceira, de 1946.

Ora, perante tal calamidade, que durou até 20 de janeiro de 1600, tomaram as Câmaras da ilha, por padroeiro São Sebastião, tendo-se, durante muitos anos, assinalado na ilha a festividade em honra do Santo.

Foi então aprovado um voto, no final do século XVI, que preconizava a realização de uma homenagem a todas as mais de sete milhares de vítimas mortais da peste, compromisso assumido pelas autarquias e que, em particular, a CMPV renovou em 1962 e reconfirmou em 1973.

Hoje, à semelhança dos anos anteriores, a CMPV honrou uma vez mais o compromisso assumido, mandando celebrar uma eucaristia em memória das vítimas da peste de 1599 e também em honra de São Sebastião cujo dia assinala-se no calendário litúrgico esta segunda-feira, 20 de janeiro.

São Sebastião, apesar de ser cristão, foi um dedicado soldado do exército romano, tendo chegado a capitão da primeira corte da guarda pretoriana. Não descorando as suas tarefas militares, sempre que podia, visitava os cristãos encarcerados e protegia, ajudava e orava juntos dos mais fracos, doentes e necessitados, sobretudo os leprosos que viviam nos arredores de Roma. Por esse facto é considerado santo protetor contra as doenças contagiosas.

Foto: © GC-MPV | GC-MPV/PE

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s