
A presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória defendeu que a participação cívica das crianças e dos jovens depende da capacidade da sociedade em ouvir as suas opiniões sem restrições. A posição foi assumida por Vânia Ferreira na abertura do seminário “Gerações Invisíveis? Desafios do Idadismo na Infância e na Juventude”, realizado na Academia de Juventude e das Artes da Ilha Terceira.
A presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Vânia Ferreira, afirmou que a melhor forma de promover o envolvimento das crianças e dos jovens na comunidade passa por garantir que as suas opiniões são efetivamente escutadas e valorizadas.
Segundo uma nota de imprensa divulgada hoje pelo Gabinete de Comunicação da autarquia, a autarca intervinha na sessão de abertura do seminário “Gerações Invisíveis? Desafios do Idadismo na Infância e na Juventude”, realizado na quarta-feira, 3 de junho, na Academia de Juventude e das Artes da Ilha Terceira, numa iniciativa promovida pelo Comissariado dos Açores para a Infância, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Criança.
Na sua intervenção, Vânia Ferreira defendeu que este compromisso exige “escolas mais participativas, famílias mais abertas ao diálogo e políticas públicas que reconheçam verdadeiramente o papel das crianças e jovens na sociedade”.
A autarca alertou para os riscos de desvalorizar as gerações mais novas, sublinhando que “uma sociedade que ignora as suas gerações mais novas corre o risco de perder ideias, talento e esperança”. Em contrapartida, acrescentou, uma sociedade que escuta e valoriza os jovens está a investir “num futuro mais democrático, mais inclusivo e mais humano”.
Citada na nota de imprensa, Vânia Ferreira lançou ainda uma reflexão sobre o papel que a sociedade pretende reservar às novas gerações: “Queremos crianças que apenas aprendam a ouvir? Ou queremos crianças e jovens motivados a falar, participar e transformar o mundo?”.
A presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória destacou o compromisso da autarquia em assegurar que a voz das crianças e dos jovens seja ouvida, apontando como exemplo o Conselho Municipal da Juventude. Ainda assim, reconheceu que existe margem para evoluir nesta matéria, garantindo que o município pretende manter-se disponível para ser “agente da mudança”.
A autarca defendeu igualmente que ouvir as crianças com seriedade representa não apenas o respeito pelos seus direitos, mas também uma oportunidade para enriquecer a sociedade com novas perspetivas. “Muitas vezes, são precisamente os mais jovens que nos lembram da importância de valores fundamentais: a justiça, a empatia, a curiosidade e a capacidade de imaginar futuros diferentes”, afirmou.
O seminário contou ainda com a participação de diversos oradores nacionais, entre os quais Dulce Rocha, presidente do Instituto de Apoio à Criança, Raquel Soares, apontada pela organização como a mais jovem presidente de câmara do país, e José Carreira, presidente da Associação STOP Idadismo.
De acordo com a nota de imprensa, a iniciativa procurou promover a reflexão sobre os desafios do idadismo na infância e juventude e reforçar a importância da participação ativa das gerações mais jovens na vida pública e comunitária.
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