CHEGA QUESTIONA ESTRATÉGIA DO GOVERNO REGIONAL PARA O FUTURO DA AGRICULTURA

O deputado do CHEGA/Açores, Francisco Lima, criticou a ausência de uma estratégia clara do Governo Regional para enfrentar os desafios que se colocam à agricultura açoriana, particularmente nos sectores da carne e do leite, perante o aumento dos custos de produção e os impactos esperados do acordo do MERCOSUL.

O deputado do Chega/Açores, Francisco Lima, criticou a falta de estratégia do Governo Regional para o sector agrícola a médio prazo, questionando quais as medidas concretas que estão a ser preparadas para enfrentar os desafios que se avizinham, sobretudo no que diz respeito à produção de carne e de leite. A posição foi expressa durante um debate de urgência sobre agricultura promovido pelo Chega na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

De acordo com uma nota de imprensa divulgada pelo Chega/Açores na quarta-feira, 15 de abril de 2026, o parlamentar alertou para as dificuldades que o sector poderá enfrentar, nomeadamente devido ao aumento dos custos de produção e ao acordo comercial entre a União Europeia e o MERCOSUL.

No decorrer do debate, Francisco Lima afirmou que persistem problemas estruturais na agricultura açoriana e que o Executivo regional não apresenta respostas novas para o futuro. “O que tem o Governo Regional preparado?”, questionou o deputado, após ter enumerado vários aspectos do sector que, no seu entender, necessitam de uma intervenção clara e de uma estratégia firme.

O parlamentar criticou ainda as bancadas que suportam a coligação governamental por terem elogiado a governação do primeiro-ministro Luís Montenegro. Francisco Lima recordou que, quando o anterior Governo da República, liderado por António Costa, excluiu os agricultores açorianos dos apoios extraordinários destinados a compensar o aumento dos custos de produção provocado pela guerra na Ucrânia, o PSD manifestou críticas. “O PSD criticou e o gasóleo agrícola era mais barato, mas agora não critica?”, questionou.

Francisco Lima lamentou igualmente a posição do PSD relativamente às verbas destinadas aos rateios previstos no Orçamento do Estado, que, segundo os sociais-democratas, dependem da assinatura de um protocolo. “De que depende esse protocolo? É mais uma promessa para não ser cumprida?”, perguntou.

No encerramento do debate, o deputado considerou que, numa discussão dedicada ao futuro da agricultura, “o Senhor Secretário da Agricultura esqueceu-se de falar sobre o futuro”, sublinhando que existem preocupações relevantes para os agricultores açorianos, como a crise energética.

Segundo a mesma nota de imprensa, Francisco Lima criticou ainda o facto de a República não se ter comprometido a incluir os Açores na medida extraordinária relativa ao gasóleo agrícola. “Mais uma vez, a República não se comprometeu em contemplar os Açores na medida extraordinária do gasóleo agrícola”, afirmou.

Apesar das críticas, o parlamentar considerou que o debate foi “construtivo”, defendendo que o CHEGA pretende uma abordagem positiva, mas orientada para resultados. “O Chega aposta numa positividade com resultados e não numa positividade tóxica”, concluiu, reconhecendo que o futuro do sector agrícola se apresenta desafiante.

DEBATE PARLAMENTAR

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