GOVERNO DOS AÇORES REFORÇA APOIO À INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES COM NOVOS CURSOS DE PORTUGUÊS

O Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, anunciou esta quarta-feira o aumento da remuneração dos formadores e a expansão da oferta formativa dos Cursos de Português Língua de Acolhimento, durante a sessão de abertura da 14.ª edição da iniciativa, que decorreu em Ponta Delgada.

De acordo com a nota de imprensa divulgada hoje pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, o governante presidiu à cerimónia que marcou o arranque da formação, agora redesignada como Cursos de Português Língua de Acolhimento, realizada nas instalações da CRESAÇOR, entidade parceira no projeto.

No seu discurso, Paulo Estêvão sublinhou o papel fundamental da língua no processo de integração. “Sejam todos muito bem-vindos aos Açores. Assumo aqui o compromisso de, no final do curso, estar novamente convosco para falarmos em conjunto sobre esta experiência”, afirmou o secretário regional, dirigindo-se aos formandos. O governante destacou que a aprendizagem do português constitui “o primeiro e mais decisivo passo para a plena integração na sociedade açoriana”, permitindo não só o acesso ao mercado de trabalho, mas também o pleno exercício da cidadania.

Na ocasião, Paulo Estêvão revelou uma atualização significativa no programa: o aumento da remuneração dos formadores, que passa de 19 para 25 euros por hora, “valores que não eram atualizados há muitos anos”, segundo justificou. O governante comprometeu-se ainda com o objetivo de implementar mais cursos para garantir resposta a “todos os que escolheram os Açores para viver e que sentem o impulso e a necessidade de aprender a língua portuguesa”.

Os dados apresentados na nota de imprensa revelam a evolução e o impacto do programa desde o seu início, em 2013. Já concluíram a formação 525 formandos, oriundos de 58 nacionalidades distintas. As estatísticas de 2025 apontam para um perfil de imigração crescentemente qualificado: dos cerca de 100 inscritos, aproximadamente 60% possuem habilitações ao nível do Ensino Superior e encontram-se já inseridos no mercado de trabalho. As nacionalidades mais representadas continuam a ser as da Europa de Leste e da América do Norte, o que, segundo o comunicado, “confirma a capacidade da Região em atrair e fixar quadros qualificados”.

No ano transato, realizaram-se cinco cursos, financiados pela Direção Regional das Comunidades, distribuídos pelas ilhas de São Miguel (três), Terceira (um) e Faial (um). Para 2026, a oferta será alargada. Embora as candidaturas para as entidades promotoras decorram até 31 de março, estão já previstos pelo menos seis cursos: quatro em São Miguel (pela CRESAÇOR), um na Terceira (pela AIPA) e um no Faial (pela Câmara Municipal da Horta). Cada curso tem um limite máximo de 20 formandos, garantindo um ensino de proximidade e qualidade. A turma cujo arranque foi acompanhado por Paulo Estêvão é composta por cidadãos do Nepal, Eslovénia, Austrália, Ucrânia, Rússia e Colômbia.

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