
A quota de pesca dirigida ao atum-rabilho nos Açores vai aumentar 21% em 2026, permitindo a captura de 115 toneladas desta espécie de elevado valor comercial, anunciou sexta-feira, 13 de fevereiro, a Secretaria Regional do Mar e das Pescas, em nota de imprensa.
Segundo a nota de imprensa da Secretaria Regional do Mar e das Pescas, o aumento resulta de um processo negocial entre os Governos Regionais dos Açores e da Madeira, através dos respetivos serviços regionais de pescas, e a Direção-Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, que permitiu reforçar a quota disponível em mais 20 toneladas, passando de 95 toneladas em 2025 para 115 toneladas em 2026.
A mesma fonte sublinha que esta medida representa “um reforço significativo das oportunidades económicas para o setor das pescas e para as comunidades costeiras dependentes desta atividade”.
De acordo com o despacho da Direção-Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, foi definida a repartição da quota nacional de atum-rabilho no Oceano Atlântico, a leste dos 45º W, e no Mar Mediterrâneo, no âmbito do plano de pesca apresentado à Comissão Europeia. Para 2026, Portugal dispõe de uma quota total de 746,51 toneladas.
O aumento da quota destinada à pesca dirigida nos Açores e na Madeira está, segundo a tutela, alinhado com a valorização crescente do atum-rabilho nos mercados internacionais, onde a espécie regista elevada procura, sobretudo na indústria alimentar de exportação.
A Secretaria Regional do Mar e das Pescas destaca ainda que o reforço das capturas poderá traduzir-se num maior rendimento para armadores e pescadores açorianos, com impacto positivo nas economias locais e nas cadeias logísticas associadas, nomeadamente na transformação, transporte e comércio.
Além da pesca dirigida, o despacho estabelece igualmente a atribuição de 106,01 toneladas para pesca acessória a embarcações com portos de referência no continente, Açores e Madeira, conferindo maior flexibilidade operacional ao setor.
O Governo dos Açores defende que o contributo do atum-rabilho para a sustentabilidade económica das comunidades piscatórias deve ser acompanhado por uma gestão responsável da pescaria por parte dos armadores, apostando na valorização máxima do preço desta espécie no mercado da primeira venda em lota.
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