GOVERNO DOS AÇORES MANDA AVALIAR RISCO DE INSETO PARA CONTROLAR PRAGA DO CASTANHEIRO

O Governo Regional dos Açores encomendou à Fundação Gaspar Frutuoso uma avaliação de risco sobre a eventual introdução do inseto Torymus sinensis no arquipélago, medida que pretende apoiar decisões futuras no combate à vespa‑das‑galhas‑do‑castanheiro, segundo uma nota de imprensa divulgada esta segunda‑feira pela Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação.

A Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação adjudicou à Fundação Gaspar Frutuoso a realização de uma avaliação técnico‑científica destinada a analisar os riscos e benefícios da possível introdução do Torymus sinensis nos Açores, de acordo com a nota de imprensa divulgada a 16 de fevereiro de 2026.

O Torymus sinensis é um agente de controlo biológico utilizado internacionalmente para combater a vespa‑das‑galhas‑do‑castanheiro (Dryocosmus kuriphilus), uma praga que tem afetado a produtividade e a vitalidade dos castanheiros em várias regiões do mundo. Contudo, o Governo Regional sublinha que a especificidade ecológica do arquipélago exige prudência.

O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, citado na mesma nota, afirma que a decisão “integra a estratégia regional de reforço da sanidade vegetal e de promoção de soluções sustentáveis para pragas com impacto económico e ambiental”. O governante destaca ainda que qualquer intervenção deve ser precedida de “uma análise técnica rigorosa e independente antes de ser tomada uma decisão definitiva”.

A avaliação agora contratada irá incidir sobre os potenciais efeitos do Torymus sinensis nas espécies nativas, os riscos ecológicos associados, a adequação do inseto às condições edafoclimáticas dos Açores e a sua eficácia comparativa face a outras alternativas de controlo.

Segundo a Secretaria Regional, este estudo constitui “um passo prévio indispensável”, garantindo que a atuação do executivo se baseia no princípio da precaução e em evidência científica sólida. Para António Ventura, o processo reforça o compromisso com “uma agricultura tecnicamente fundamentada, que concilie a produtividade com a segurança ambiental”.

O responsável político conclui que todas as decisões futuras serão tomadas com base em critérios “técnicos, legais e científicos”, assegurando transparência e responsabilidade na gestão dos recursos naturais da Região Autónoma dos Açores.

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