CHEGA/AÇORES EXIGE ESCLARECIMENTOS SOBRE ATRASO EM TRATAMENTO PARA DOENÇA DE MACHADO‑JOSEPH

O Grupo Parlamentar do Chega/Açores questionou o Governo Regional sobre o atraso no início dos tratamentos com o novo equipamento de neuro‑modulação transcraniana destinado a doentes com Doença de Machado‑Joseph, segundo nota de imprensa divulgada ontem pelo Gabinete de Comunicação do partido.

O Chega/Açores quer explicações para o adiamento do início dos tratamentos com o equipamento de neuro‑modulação transcraniana não invasiva adquirido para o Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada. A posição foi divulgada numa nota de imprensa emitida esta quarta‑feira, 28 de janeiro, pelo Gabinete de Comunicação do partido.

O equipamento, anunciado como um método inovador destinado a doentes com Doença de Machado‑Joseph — uma patologia neurodegenerativa rara e sem cura — deveria permitir atenuar e retardar a progressão da doença. Apesar da aquisição do aparelho e da formação de profissionais de saúde, o início dos tratamentos tem sido sucessivamente adiado, sem que exista informação sobre quando os doentes poderão beneficiar da tecnologia.

Perante esta incerteza, o Grupo Parlamentar do CHEGA apresentou um requerimento ao Governo Regional, solicitando esclarecimentos sobre o estado atual do equipamento, cuja operacionalização dependia ainda da aquisição do software específico. Os deputados querem saber se o sistema está “totalmente instalado, testado e clinicamente operacional” e quando se prevê o início regular dos tratamentos.

O partido questiona igualmente quantos profissionais de saúde estão habilitados a operar o equipamento e se a formação realizada é considerada suficiente pelo executivo. Outro ponto levantado diz respeito ao número de doentes referenciados com Doença de Machado‑Joseph na Região e ao tempo médio entre a referenciação e o início do tratamento, bem como aos mecanismos de monitorização e avaliação dos resultados clínicos da neuro‑modulação.

A nota de imprensa recorda ainda que, durante a discussão do Orçamento para 2026, o CHEGA conseguiu aprovar a aquisição de um equipamento equivalente para a ilha das Flores, onde existe um número significativo de portadores da doença. Os parlamentares querem agora saber quando estará disponível este segundo aparelho no Grupo Ocidental.

O partido sublinha que a resposta do Governo é essencial para garantir que os doentes açorianos têm acesso, “sem mais atrasos”, a um tratamento que, embora não curativo, representa um avanço relevante na melhoria da qualidade de vida dos portadores da Doença de Machado‑Joseph.

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