AFAH CONTESTA GOVERNO REGIONAL E DENUNCIA CORTES NOS APOIOS AO FUTEBOL

A Associação de Futebol de Angra do Heroísmo reagiu terça‑feira à nota divulgada pelo Governo Regional dos Açores, afirmando que existem cortes nos apoios à formação e à prática desportiva, contrariando a posição oficial.

A Associação de Futebol de Angra do Heroísmo (AFAH) contestou publicamente, na terça‑feira, a informação avançada pelo Governo Regional dos Açores, através da Direção Regional do Desporto, que negava a existência de cortes nos apoios ao futebol regional. A reação foi divulgada nas redes sociais da instituição, na sequência da nota avançada pelo Governo e noticiada terça-feira pelo Praia Expresso.

No comunicado, a associação presidida por Maurício Toledo afirma que, “contrariamente ao anunciado pelo Governo Regional dos Açores, houve corte nos apoios à formação e à prática desportiva”, alegando que não foi garantido o apoio previsto na lei para a participação da equipa sub‑19 do SC Angrense na fase de subida à primeira divisão nacional.

A AFAH acrescenta que esta situação se soma “às mais recentes notícias relacionadas com a extinção da Palavra Açores e com o corte total dos apoios aos torneios de formação promovidos pelos clubes”, reforçando a sua discordância face à posição oficial.

Apesar das críticas, a associação sublinha que continuará a cumprir o seu estatuto de Instituição de Utilidade Pública, mantendo o compromisso com a evolução do futebol açoriano e com a criação de condições para a prática desportiva. Nesse sentido, destaca que, através do Fundo Crescer 24, foram investidos cerca de 305 mil euros em melhoramentos de infraestruturas, incluindo campos de futebol, balneários, iluminação artificial, valências médicas e aquisição de viaturas.

A AFAH anunciou ainda que irá solicitar uma audiência ao Presidente do Governo Regional dos Açores, com o objetivo de “salvaguardar a continuidade do futebol açoriano”, manifestando a intenção de encontrar soluções para os constrangimentos identificados.

A posição agora assumida pela associação abre um novo capítulo no debate sobre o financiamento do desporto regional, colocando em evidência divergências entre o setor associativo e o executivo açoriano.

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