BLOCO DE ESQUERDA PROPÕE APOIOS ATÉ 500 EUROS PARA PROFESSORES DESLOCADOS NOS AÇORES

O Bloco de Esquerda dos Açores apresentou uma proposta para criar apoios mensais de 500 e 150 euros destinados a professores colocados longe da sua residência, medida que pretende combater a falta de docentes na Região, segundo comunicado divulgado esta quinta‑feira.

O Bloco de Esquerda dos Açores quer implementar novos apoios financeiros para docentes deslocados, com o objetivo de travar a carência de professores no arquipélago e evitar a saída de profissionais para o continente. A proposta, entregue no parlamento regional, foi anunciada após uma visita de António Lima, deputado do Bloco, à Escola Básica e Secundária de Vila do Porto, em Santa Maria.

De acordo com o comunicado de imprensa, o partido propõe a criação de um apoio de 500 euros por mês para todos os professores colocados numa ilha diferente da sua ilha de residência, compensando os custos acrescidos com habitação. Para os docentes colocados numa escola da mesma ilha, mas situada a mais de 25 quilómetros da sua residência, o apoio previsto é de 150 euros mensais.

António Lima defendeu que “é fundamental dar uma resposta urgente à falta de professores nos Açores”, sublinhando que tal passa por garantir “melhores condições na Região do que aquelas que os professores têm no continente”. O deputado afirmou ainda que “os professores nos Açores têm hoje condições piores do que no continente”, lembrando que, no território continental, um docente colocado longe de casa pode receber um apoio que “pode chegar aos 450 euros por mês”, algo que “não existe nos Açores”.

Segundo o Bloco, a medida tem um duplo propósito: atrair professores do continente para a Região e impedir a saída dos que já se encontram ao serviço no arquipélago. A proposta inclui ainda a majoração dos apoios para escolas carenciadas, nomeadamente para horários completos que não sejam preenchidos na primeira fase do concurso e que avancem para a Bolsa de Emprego Público dos Açores (BEPA).

O partido considera que apenas com melhores condições de trabalho e compensações adequadas será possível responder ao “problema grave de falta de professores” que afeta o sistema educativo açoriano.

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