NOVO CENTRO INTERPRETATIVO ‘ESPAÇO E TEMPO’ É CONTRIBUTO PARA “RELEMBRAR SÉCULOS DE CENTRALIDADE ESTRATÉGICA” DOS AÇORES, AFIRMA VASCO CORDEIRO

O Presidente do Governo inaugurou ontem, na ilha Terceira, o Centro Interpretativo Espaço e Tempo, que permite dar a conhecer as diversas funções que o Palácio dos Capitães Generais desempenhou ao longo da história e que pretende ser mais um contributo para relembrar “os séculos de centralidade estratégica dos Açores no país”.

“Faço votos que este Centro Interpretativo Espaço e Tempo – Palácio dos Capitães Generais sirva para nos lembrar tudo isso e que seja um contributo, mais um, para que não caiam no esquecimento de ninguém os séculos de centralidade estratégica dos Açores no país”, afirmou Vasco Cordeiro.

Naquele que foi, nesta legislativa, o seu último ato público como Presidente do Governo, Vasco Cordeiro salientou que preservar a história e a memória é, também, um desafio das entidades públicas, mesmo que, neste caso em concreto, muito já se tenha escrito, investigado e estudado sobre todos estes factos históricos.

“Se é certo que a história que aqui se narra começa com a construção do primeiro colégio oficial dos Jesuítas, precisamente, em Angra do Heroísmo, ou, por outro lado, se é certo que o começo do que aqui se narra se iniciou há muito tempo, não é menos certo que o fio condutor que este Centro Interpretativo pretende tecer é importante para todos nós, como Povo e até como Região Autónoma dos Açores”, considerou.

Na sua intervenção, o Presidente do Governo afirmou ainda que toda a história que é narrada neste centro impele a repensar, a relembrar e a trazer a “este século XXI, nestes dias de outubro, o percurso histórico destas ilhas açorianas até aos dias de hoje”.

“Nos dias de hoje somos uma das duas Regiões Autónomas do país. Vivemos à luz deste tempo e deste espaço, aqui retratados, um tempo novo.  Um tempo de liberdade, mas um tempo que não deve desligar-se deste outro tempo passado, precisamente pela importância que esse tem, que teve e que ainda pode voltar a ter. Precisamos de seguir adiante, com consciência crítica, com atitude e com firmeza. E com memória”, salientou.

“À vista deste Palácio dos Capitães Generais, ouso dizer que aqui está feita, de certa forma, a síntese da nossa Portugalidade atlântica. Se o espaço o proporciona, o tempo o confirma”, concluiu o Presidente do Governo.

Para a constituição deste Centro Interpretativo, o Governo dos Açores solicitou ao Museu de Angra do Heroísmo a criação de um projeto que possibilitasse a todos os visitantes conhecer a evolução deste edifício localizado no centro desta cidade.

Instalado na chamada Sala dos Arcos, o novo centro interpretativo narra, através de painéis e recursos multimédia, as diversas funções que o espaço foi conhecendo, nomeadamente a dos Jesuítas, a dos Capitães Generais, a do Liberalismo e da República, a do Estado Novo e a da Autonomia.

Para além dos textos e das imagens que ilustram os períodos mencionados, pode ainda ser observado, como peça âncora, o Bergantim Real que, desde a segunda metade do século XVIII, foi utilizado como escaler para embarque e desembarque de personalidades, entre as quais D. Pedro IV, D. Carlos I e D. Amélia.

O documentário História em Fotogramas enriquece a narrativa, mostrando alguns episódios onde, já no século XX, o Palácio dos Capitães Generais também esteve presente, como a Cimeira Nixon-Pompidou.

© GaCS/PC | Fotos: GaCS/JAR | PE

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