
Presentemente existem nos Açores 17 casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a doença Covid-19, informou esta tarde, em Angra do Heroísmo, o diretor regional da Saúde, Tiago Lopes, no 9.º briefing diário de atualização de informação do surto epidemiológico Covid-19.
Dos 13 casos suspeitos existentes à data de ontem, 8 deram resultados laboratoriais negativos, todos eles da ilha São Miguel, três tiveram resultado positivo, um da ilha do Pico e 2 da ilha de São Miguel. Um apresentou resultado inconclusivo referente a um indivíduo da ilha de São Miguel cujo teste será repetido durante o dia de hoje, e finalmente o último caso suspeito, aguarda resultado laboratorial, tratando-se de um indivíduo da ilha do Faial.
Até às 00:00 de hoje surgiram 44 novos casos suspeitos na Região. Destes 44 novos casos suspeitos, onze deram resultados negativos, referente a quatro indivíduos da ilha de São Miguel, cinco da ilha Terceira e dois da ilha de São Jorge. Cinco aguardam resultado dos testes laboratoriais, um da ilha do Pico e quatro da ilha do Faial, vinte e seis aguardam colheita, dezanove da ilha de São Miguel, quatro da ilha Terceira, um da ilha do Faial e dois de Santa Maria, e finalmente, dois são positivos, ambos da ilha Terceira.
Neste momento existem 33 casos suspeitos na Região Autónoma dos Açores.
Em termos de vigilâncias ativas, presentemente estão 1.980 pessoas sob vigilância das autoridades de saúde, das quais 794 forma sinalizadas pela linha Saúde Açores e 1.186 através dos trabalhos de campo das Delegações de Saúde Concelhias. 3 delas do Corvo, 22 do Faial, 61 das Flores, 53 da Graciosa, 19 do Pico, 166 de São Jorge, 717 de São Miguel, 31 de Santa Maria e 114 da ilha Terceira.
Os casos positivos presentemente na Região são 17, dos quais, 4 encontram-se internados em unidades hospitalares, 3 deles no Hospital do Santo Espírito da Ilha Terceira, e o outro no Hospital da Horta e 13 estão hospitalizados em contexto domiciliário, 4 em São Miguel, 3 na Terceira, 5 na ilha de São Jorge e um na ilha do Pico. Todos os 17 infetados apresentam quadro clínico estável.
Relativamente ao óbito referenciado pela Direção-Geral de Saúde, no relatório epidemiológico esta manha publicado no seu site oficial, o diretor regional da Saúde e responsável máximo da Autoridade de Saúde Regional, disse “tratar-se de um equívoco” da parte da Direção-Geral, porque dos 17 casos positivos existentes na Região, todos eles apresentam quadro clínico estável e por conseguinte não há qualquer óbito causado pelo novo coronavírus, nem se prevê que o mesmo aconteça na Região. De resto, adianta Tiago Lopes, não se percebo muito bem o que terá originado o erro, já que disse o responsável, “diariamente a Direção Regional de Saúde reporta a informação à Direção-Geral numa plataforma informática criada para o efeito”. Tiago Lopes chamou também a atenção que os dados fidedignos da Região Autónoma dos Açores, são dados pelas Autoridade de Saúde Regional, razão pela qual diariamente é feito uma conferência de imprensa com o ponto de situação, no sentido de a transmitir com todo o rigor e transparência. Tiago Lopes adiantou, que Autoridade de Saúde Regional, não aguarda pela conferência de imprensa para comunicar a existência de novos casos positivos, apresentando-a logo que os resultados são conhecidos, pelo que deverão ser esses os dados a ter em conta pelos meios de comunicação regional.
Tiago Lopes sublinhou que embora os dois casos da ilha Terceira hoje comunicados possam levar à ideia de existir contaminação comunitária nos Açores, esta conclusão é errada, já que todos os casos existentes nos Açores “são importados”, referente a pessoas que foram para fora e contactaram com pessoas do exterior e vieram para Região já infetadas, “os casos que nós temos são pessoas que estiveram em contacto ou que vieram na mesma aeronave ou que estiveram no mesmo navio e por essa via também ficaram infetadas” afirmou Tiago Lopes, acrescentando que por essa via não se considera transmissão local, a mesma só ocorre em casos “em que um desses casos transmita depois a outra pessoa”.
PE
