
Com esta iniciativa os bloquistas açorianos pretendem valorizar o património histórico e cultural de natureza militar, nos Açores, assim como criar mais um foco de atração turística, potencialidade já identificada e reconhecida pela proposta do Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores.
O Bloco de Esquerda (BE) Açores, escolheu a emblemática Baía da Salga, na Vila de São Sebastião, ilha Terceira, para em conferência de imprensa, hoje anunciar, que irá submeter ao parlamento dos Açores, uma proposta que recomenda que o Governo Regional em concertação com o Governo da República e com as autarquias, proceda à recuperação das fortificações através de um plano elaborado por uma equipa multidisciplinar, especializada na matéria.
Paulo Mendes, deputado bloquista eleito pela Terceira na Assembleia Legislativa, referiu a importância deste projeto devido não só à valorização do património histórico e cultural de natureza militar, nos Açores, sobretudo na ilha Terceira, mas também, como sendo um foco de atração turística, potencialidade já identificada e reconhecida pela proposta do Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (POTRAA).
“Porque não a aprovação do nosso projeto de resolução que procura a dinamização do que já existiu, dando um relevo pedagógico e também dando importância no sector do turismo? Há todas as razões para que a nossa proposta seja aprovada”, disse Paulo Mendes.
A proposta hoje apresentada contempla, também, as fortificações que, devido ao seu estado de degradação, não sendo passíveis de recuperação, estejam assinaladas com informações acerca das mesmas.
À semelhança do que acontece com a Batalha de Aljubarrota, a iniciativa prevê a construção de um centro interpretativo das Batalhas da Salga e das Mós, aproveitando a atual Casa da Salga, para a criação de um museu referente a um período histórico da resistência castelhana.
Paulo Mendes considera que a questão da propriedade e responsabilidade das fortificações é um falso problema, servindo “para justificar a falta de vontade política para proceder a um plano de recuperação e dinamização desse património. Basta colocar todas as entidades a negociar para que ninguém fique a perder e todos fiquem a ganhar”, concluiu o deputado bloquista.
BE-A/PE
