
Foi este o título que achei indicado para esta contínua incapacidade camarária em resolver, ou pelo menos minimizar, as situações críticas e, digamos mesmo, que incomportáveis, da Praia Grande e da Praia da Riviera.
Uma Camionete que só deita fumo, não arranca quando é preciso, nem suporta o peso da areia, mesmo que à sua medida, está precisando de reparação ou de ser substituída na sua missão…
Aproxima-se a passos largos a época balnear e não se vislumbram meios para colocar as duas referidas praias no patamar merecido e reconhecido pelos praienses e não só.

Para a Praia Grande, há anos que se projetam alternativas, soluções para o seu assoreamento, mas tal como a camionete, nunca se vislumbra fumo branco, para que se avance com uma solução concreta e definitiva, seja porque não há dinheiro, ou porque carece dos habituais e intermináveis estudos…
Enquanto isso, vamos pensar mas é nas festas, porque nem só de praia vive o homem e a areia não azeda…

Quanto á Praia da Riviera, aparentemente filha pródiga dos nossos areais, é vermos o estado de abandono a que foi votada o verão passado, como se fosse uma peça fora de prazo…
Para mais ainda, oferecem-lhe com pompa e circunstância um “Passadiço”, cuja localização não passou de um enorme aborto e desperdício de dinheiro. Certamente se fizeram estudos, mas quem os fez, só os deve ter avaliado na teoria, esquecendo de consultar o conhecimento dos homens do mar e da sua experiência ao longo dos anos. Mais ainda, quando se pode ver, a partir da entrada na Ribeira de Santo Antão, vários pormenores de falta de proteção, que nos levam a qualificar aquela estrutura, como um projeto inacabado…
Não se pede um Camião para resolver a situação, mas que se ponha a camionete a funcionar e a segurar a areia que carrega.
Para além da metáfora da “Camionete” temos ainda um “Autocarro” carregado de carga para despachar, mas parece ter a porta de saída emperrada de maneira, que não há forma de a descarregar…
Muita dessa carga, recentemente alertada pela oposição, alguma dela, quantas vezes, por mim trazida, tanto nas redes sociais, como também em alguns jornais.
Refiro-me por exemplo às famosas escadinhas para a Santa do Facho, há meses intransitáveis, por ter uma parede caída oferecendo perigosidade aos pedestres. Mas também que importa isso, se podem ir de roda, subir a ladeira e tirar a foto na mesma…
Ao Plano Diretor Municipal, que continua inacabado e já com bolor! Pode ser um problema para os munícipes interessados em construir, mas para alguns não será. Dou como exemplo, o Centro Logístico do Belo Jardim, que com ou sem PDM, mesmo contrariando a opinião de muitos praienses, está construindo um parque de contentores, a seu gosto e à sua maneira. Que importa também isso, se o munícipe que não gostar, pode virar a cara para o lado…
Os já badalados Parquímetros (papa moedas…) que teimam em resistir à vontade de muitos e ao interesse de uns poucos!
Bem que se insiste, mas esta Praia não anda…
Fernando Mendonça
