PS/AÇORES DEFENDE PLANO DE CONTINGÊNCIA PARA A AGRICULTURA

O presidente do PS/Açores, Francisco César, defendeu a criação de um plano de contingência para o setor agrícola na Região, alertando para o impacto do aumento dos custos de produção e apelando ao cumprimento das verbas já previstas para apoiar os agricultores.

De acordo com uma nota de imprensa divulgada ontem, 6 de abril, pelo PS/Açores, Francisco César fez estas declarações à margem de uma reunião com a Federação Agrícola dos Açores, realizada na Ribeira Grande.

Na ocasião, o dirigente socialista alertou que “o aumento do custo de vida está a afetar não só as famílias, mas também os empresários agrícolas”, apontando o encarecimento dos combustíveis e dos fertilizantes como fatores que pressionam a rentabilidade do setor.

Perante este cenário, o líder socialista defendeu que o Governo Regional dos Açores deve agir com urgência, nomeadamente através da criação de um plano de contingência que permita mitigar os impactos externos sobre a atividade agrícola. Entre as medidas apontadas, destacou a necessidade de evitar que a subida do preço dos combustíveis se repercuta diretamente no gasóleo agrícola.

Na mesma nota de imprensa, Francisco César considerou também que o Governo Regional deve exigir à República a transferência de cerca de 22 a 23 milhões de euros já inscritos no Orçamento do Estado e destinados ao setor agrícola açoriano. “Se cada um cumprir com aquilo que está previsto, isso já permitirá ajudar os agricultores a enfrentar este período difícil”, afirmou.

O presidente do PS/Açores recordou igualmente que existem verbas previstas no orçamento regional para o setor, nomeadamente destinadas a associações agrícolas, que ainda não foram transferidas, defendendo que o cumprimento desses compromissos é essencial para garantir previsibilidade aos produtores.

Apesar de reconhecer que o último ano foi positivo em termos de produção agrícola, o dirigente socialista alertou que o contexto atual é mais exigente, marcado pelo aumento dos custos e por sinais de desaceleração económica. Ainda assim, considerou que, com os apoios previstos, os agricultores poderão ultrapassar esta fase.

Questionado sobre a situação financeira da Região, Francisco César defendeu a definição de prioridades e a necessidade de reformas estruturais, nomeadamente nas áreas da Saúde e da Educação, bem como a redução de despesas que considera não essenciais. “É preciso cortar no acessório e apostar em quem produz riqueza”, afirmou.

O líder socialista defendeu também a implementação de uma estratégia de médio prazo assente na valorização da produção agrícola regional, incentivando a transformação e o aumento do valor acrescentado dos produtos.

Relativamente aos fundos comunitários, alertou ainda para atrasos na execução de programas como o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), sublinhando que “os Açores não podem deixar de ser uma região de referência na execução de fundos”, sob pena de comprometer o impacto económico desses investimentos.

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