PAULO DO NASCIMENTO CABRAL DESTACA RELAÇÕES TRANSATLÂNTICAS EM REUNIÃO COM CÔNSUL DOS EUA

O eurodeputado açoriano Paulo do Nascimento Cabral reuniu-se com a cônsul dos Estados Unidos nos Açores, Rita Rico, num encontro dedicado à importância geoestratégica da Região e ao reforço das relações transatlânticas. A reunião abordou áreas de cooperação como a economia azul, o espaço, os cabos submarinos e o transporte marítimo.

O eurodeputado do PSD Paulo do Nascimento Cabral reuniu-se recentemente com a cônsul dos Estados Unidos nos Açores, Rita Rico, num encontro que classificou como “muito útil e no qual fui recebido com enorme simpatia”. A informação foi divulgada numa nota de imprensa do gabinete do eurodeputado, datada de 2 de Abril de 2026.

Segundo a mesma fonte, durante a reunião foram abordadas as relações históricas entre os Açores e os Estados Unidos, bem como o papel geoestratégico do arquipélago no contexto atlântico. Paulo do Nascimento Cabral recordou que “os Açores têm relações centenárias com os Estados Unidos” e salientou que “foi graças à importância dos Açores que Portugal é um dos membros fundadores da NATO”.

O eurodeputado explicou que o encontro teve vários objetivos, começando por apresentar cumprimentos institucionais à representante diplomática norte-americana. “Primeiro, apresentar cumprimentos à senhora Cônsul, e desejar as maiores felicidades para o desempenho das suas funções, aqui nos Açores”, afirmou.

Entre os temas discutidos esteve também a relevância estratégica do arquipélago em diferentes áreas de cooperação. “Abordar a importância geostratégica dos Açores, não apenas do ponto de vista da segurança e defesa, mas também de áreas em que partilhamos muito com os Estados Unidos, como o conhecimento do mar profundo ou o desenvolvimento da economia azul, do acesso ao espaço, da proteção dos cabos submarinos, do transporte marítimo, entre tantas outras áreas”, explicou.

De acordo com a nota de imprensa, Paulo do Nascimento Cabral sublinhou ainda a necessidade de reforçar as relações transatlânticas. “É essencial que mantenhamos boas relações com os nossos parceiros de sempre e vizinhos norte-americanos. É também por isto que tenho defendido uma nova estratégia para o Atlântico, que possa recentrar a União Europeia nas relações transatlânticas”, acrescentou.

O eurodeputado açoriano integra a Delegação do Parlamento Europeu para as relações com os Estados Unidos e já participou em reuniões do “Diálogo de Legisladores Transatlânticos (TLD)”, tendo também mantido contactos com a missão norte-americana junto da União Europeia. Mais recentemente, participou numa mesa-redonda de alto nível dedicada à litigação financiada por terceiros e à diretiva relativa à responsabilidade decorrente de produtos defeituosos, que já inclui referências à inteligência artificial.

Durante o encontro com Rita Rico foram igualmente abordados dossiers europeus e internacionais relevantes para o Atlântico, como a futura Lei dos Oceanos, a estratégia da Comissão Europeia para a macrorregião do Atlântico — prevista para ser apresentada em 2027 — e possíveis formas de cooperação entre os Açores e os Estados Unidos.

Paulo do Nascimento Cabral revelou ainda ter proposto alterações ao programa INTERREG, de forma a permitir que os Estados Unidos possam participar como parceiros em projetos liderados pelos Açores. “Neste momento, apesar de ser um programa de cooperação regional com a vizinhança, esta possibilidade está limitada, pois muitas vezes temos de desenvolver projetos com alguns países africanos com quem não temos tanta afinidade como temos com os Estados Unidos”, explicou.

A concluir, o eurodeputado destacou a ideia de promover nos Açores um momento de reflexão sobre o papel geoestratégico da Região no Atlântico. “Um último objetivo da reunião, e talvez o principal, prende-se com o desafio que partilhamos, de desenvolvermos nos Açores um momento de reflexão aprofundada sobre a importância geoestratégica da nossa Região e a necessidade de mantermos fortes as nossas relações transatlânticas”, afirmou.

Segundo acrescentou, a iniciativa deverá envolver representantes da União Europeia e dos Estados Unidos, com o propósito de “reforçarmos a importância do Atlântico, e naturalmente, a centralidade dos Açores”. “O foco deve ser sempre no que nos une e sermos pragmáticos na cooperação”, concluiu.

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