CONSELHO SUPERIOR DE DEFESA NACIONAL: BOLIEIRO DESTACA CENTRALIDADE ESTRATÉGICA DOS AÇORES NO ATLÂNTICO

O Presidente do Governo dos Açores afirmou, em Lisboa, no Conselho Superior de Defesa Nacional, que a Região assume hoje um papel estratégico no espaço euro-atlântico, defendendo mais investimento em meios e presença para responder aos novos desafios de segurança internacional.

O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, participou no Palácio de Belém, em Lisboa, na reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional, a primeira presidida por António José Seguro enquanto Presidente da República. A informação foi divulgada numa nota de imprensa emitida na quarta-feira, 1 de abril, pela Presidência do Governo Regional.

Segundo a mesma fonte, o encontro decorreu num contexto internacional marcado por crescentes tensões geopolíticas, nomeadamente pela guerra na Ucrânia e pela escalada de tensão no Médio Oriente. Neste quadro, José Manuel Bolieiro sublinhou a importância estratégica dos Açores no espaço euro-atlântico.

“Deixámos definitivamente para trás a ilusão de uma ordem de segurança estável e previsível”, afirmou o governante, defendendo que as mudanças no cenário internacional estão a recentrar o Atlântico Norte — e, consequentemente, os Açores — no mapa das decisões estratégicas.

Citado na nota de imprensa, o líder do executivo açoriano considerou que a Região “deixou há muito de ser apenas uma periferia distante da União Europeia”, assumindo-se hoje como “um verdadeiro centro de gravidade entre Europa, América e África”, com relevância nas rotas marítimas, energéticas e de comunicações.

José Manuel Bolieiro defendeu ainda que esta centralidade estratégica deve ser acompanhada por investimento concreto em capacidades de segurança e defesa. “Não basta proclamar a centralidade do Atlântico: é preciso materializá-la em meios, em presença e em cooperação reforçada”, afirmou, apontando para a necessidade de reforçar as capacidades de vigilância, dissuasão e resposta.

O governante destacou igualmente o potencial dos Açores como ponto de convergência entre a NATO, a União Europeia e os Estados Unidos, defendendo uma maior responsabilização europeia no domínio da defesa.

Ao mesmo tempo, alertou que a segurança não se limita à vertente militar. “A defesa do território faz-se também pela defesa das pessoas, da sua qualidade de vida e das suas expectativas de futuro”, afirmou, sublinhando a importância da coesão territorial e do desenvolvimento das regiões insulares.

De acordo com a nota de imprensa da Presidência do Governo Regional, a reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional ficou ainda marcada pela aprovação, por unanimidade, do parecer favorável aos ajustamentos das Forças Nacionais Destacadas para 2026, bem como pela aprovação de um voto de louvor às Forças Armadas.

© GRA | Foto: Presidência da República | PE