CRIMINALIDADE NOS AÇORES DESCE 8,8% EM 2025

Os Açores foram a região do país onde mais diminuiu a criminalidade geral em 2025, com uma redução de 8,8%, segundo dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI). O Presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, destacou os números numa reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, onde defendeu também a construção urgente de um novo estabelecimento prisional em São Miguel.

O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, participou na reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, onde foi apresentado o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) relativo a 2025, ocasião que aproveitou para apresentar algumas das principais prioridades da Região nesta área.

De acordo com uma nota de imprensa divulgada na terça-feira, 31 de março, pela Presidência do Governo Regional, os dados do relatório indicam que os Açores foram a região do país onde mais diminuiu a criminalidade geral no último ano, com uma redução de 8,8%. A criminalidade violenta e grave registou também uma descida significativa de 11,7%.

Durante a reunião, José Manuel Bolieiro destacou a situação do Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, defendendo a necessidade de avançar “com urgência a construção do novo estabelecimento prisional” na ilha de São Miguel, paralelamente à requalificação das atuais instalações.

O governante aproveitou ainda a ocasião para refletir sobre o papel estratégico do arquipélago no atual contexto internacional, sublinhando a importância dos Açores como fronteira atlântica.

“Os Açores são hoje uma fronteira atlântica com crescente relevância, o que implica responsabilidade acrescida, mas também oportunidades que devemos saber aproveitar”, afirmou.

No domínio da segurança, o presidente do executivo regional defendeu o reforço de meios e recursos para as forças de segurança, destacando não apenas a necessidade de aumentar capacidades, mas também de melhorar a gestão e valorização dos recursos já existentes, tendo em conta as especificidades da Região.

“Temos forças de segurança que desempenham um trabalho de grande qualidade, fundamentais para a dissuasão da prática criminal na Região”, sublinhou.

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