
O deputado do PSD/Açores Joaquim Machado acusou o PS de não ter “autoridade política nem moral” para criticar o Governo Regional relativamente aos prazos de pagamento a fornecedores, defendendo que os dados oficiais demonstram uma melhoria face ao período de governação socialista.
O deputado do PSD/Açores Joaquim Machado afirmou esta terça-feira que o Partido Socialista “não tem autoridade política nem moral para dar lições sobre pagamentos a fornecedores”, reagindo a declarações do deputado socialista Francisco César. A posição consta de uma nota de imprensa divulgada hoje pelo PSD/Açores.
Segundo o parlamentar social-democrata, “os números oficiais desmentem a narrativa destrutiva e repetitiva do PS/Açores”, referindo que, no quarto trimestre de 2025, o prazo médio de pagamento a fornecedores da Região foi de 131 dias.
Joaquim Machado recordou que, “no final de 2020 — último ano completo da governação socialista —, o prazo médio de pagamento a fornecedores era de 156 dias, exatamente o mesmo valor registado no final de 2019”.
De acordo com o deputado do PSD, estes dados demonstram que “o Governo Regional paga hoje, em média, 25 dias mais cedo do que no final da governação do PS”.
Na mesma nota de imprensa, o parlamentar social-democrata lembrou ainda o percurso político de Francisco César, salientando que o deputado socialista “não é um observador externo ao passado que agora critica”.
“Francisco César foi deputado regional entre 2016 e 2022, vice-presidente do grupo parlamentar do PS/Açores entre 2010 e 2019, e presidente do grupo parlamentar entre 2019 e 2020”, referiu Joaquim Machado, acrescentando que o socialista exerceu funções políticas de responsabilidade “precisamente quando o PS deixou a Região com um prazo médio de pagamentos de 156 dias”.
O deputado do PSD/Açores admitiu que “o problema não está totalmente resolvido”, mas considerou que existe “um caminho de melhoria”, defendendo que “os dados oficiais mostram uma descida do prazo médio de pagamentos face à herança do PS”.
Por isso, concluiu que “não é sério fingir que o problema nasceu agora”, sobretudo tendo em conta que “o PS/Açores terminou a sua governação com um prazo médio de pagamentos bem pior do que o atual”.
Joaquim Machado apelou ainda à responsabilidade no debate público, afirmando que Francisco César “está mal colocado para distribuir censuras sobre uma matéria em que o seu partido falhou de forma evidente”.
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