
A empreitada de reabilitação das 92 habitações do Bairro Nascer do Sol, na Praia da Vitória, encontra-se na fase final e poderá receber moradores ainda este ano. A informação foi avançada pelo deputado do CDS-PP/Açores, Pedro Pinto, após uma visita ao local realizada na sexta-feira, 27 de março.
O deputado do CDS-PP/Açores, Pedro Pinto, visitou na passada sexta-feira as habitações do Bairro Nascer do Sol, na Praia da Vitória, cuja empreitada de reabilitação das 92 casas se encontra na fase final. A informação foi divulgada numa nota de imprensa emitida no mesmo dia pelo CDS-PP/Açores.
Durante a visita, o parlamentar sublinhou que se trata de “um momento há muito esperado pelos terceirenses”, recordando que as habitações foram cedidas a Portugal em 2015, na sequência da redução da presença norte-americana na Base das Lajes, tendo permanecido durante vários anos ao abandono, apesar das crescentes dificuldades no acesso à habitação na ilha Terceira.
“Ainda este ano prevemos ter terceirenses a residir nestas casas, mais concretamente famílias que trabalham; que desesperam por uma casa, cujos salários não chegam para pedir um empréstimo ao banco, pois neste momento o preço da habitação está elevado”, afirmou o deputado, citado na nota de imprensa.
Pedro Pinto manifestou satisfação com o andamento do processo, defendendo que a intervenção permitirá dar resposta a famílias que enfrentam dificuldades no acesso à habitação. “Esta é uma solução que vai ajudar a dar estabilidade às famílias que trabalham, a essa classe média que foi esquecida durante anos”, declarou.
Na mesma ocasião, o deputado criticou a governação anterior do Partido Socialista, considerando que “o que encontramos em 2020 foi o resultado de anos de inação: casas degradadas, processos por resolver e nenhuma solução à vista para resolver o problema”. Segundo acrescentou, “durante demasiado tempo, este bairro foi deixado ao abandono, apesar das evidentes necessidades habitacionais existentes na ilha Terceira”.
O parlamentar destacou ainda o papel do vice-presidente do Governo Regional dos Açores, Artur Lima, na condução do processo, referindo que foi necessário “fazer o trabalho que nunca tinha sido feito”.
“Estamos a falar de um processo que esteve bloqueado anos sem loteamento, sem infraestruturas e sem registos. Foram mais de dois anos só para legalizar o que devia estar resolvido há muito tempo”, sublinhou, acrescentando que apenas depois desse trabalho, realizado com a colaboração da Câmara Municipal da Praia da Vitória, foi possível avançar com a obra.
Para Pedro Pinto, “o que está aqui a ser feito só é possível porque há uma vontade determinada do nosso Governo de Coligação, muito em particular do seu Vice-Presidente, que arregaçou as mangas e cinco anos passados estamos prestes a entregar as casas”.
De acordo com a nota de imprensa, as 92 habitações — de tipologias T3 e T4 — serão disponibilizadas em regime de arrendamento com opção de compra e a preços compatíveis com os rendimentos, dirigindo-se sobretudo à classe média, famílias e jovens trabalhadores que enfrentam maiores dificuldades no acesso à habitação.
O deputado defendeu que o projeto deverá marcar um novo rumo na política de habitação na ilha Terceira, com o objetivo de “fixar jovens, dar estabilidade às famílias e devolver esperança a quem quer construir vida na sua terra”.
“O Bairro Nascer do Sol deixa hoje de ser o retrato do abandono e passa a ser um símbolo de respeito pelos terceirenses”, concluiu.
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