CHEGA QUESTIONA EFICÁCIA DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL NOS AÇORES

Os deputados do CHEGA/Açores questionaram o Governo Regional sobre a eficácia das políticas de formação profissional na Região, apontando para um possível desfasamento entre os cursos existentes e as reais necessidades do mercado de trabalho, onde vários sectores continuam a registar escassez de mão-de-obra.

Os deputados do CHEGA/Açores entregaram um requerimento na Assembleia Legislativa Regional para questionar o Governo Regional sobre a eficácia da formação profissional nos Açores, face à persistente falta de trabalhadores em vários sectores da economia regional. A informação consta de uma nota de imprensa divulgada esta terça-feira, 31 de março de 2026, pelo partido.

Segundo o CHEGA, apesar do investimento feito na Região na área da formação profissional, continuam a verificar-se dificuldades de recrutamento em sectores como a construção civil, mecânica, eletricidade, hotelaria, restauração, saúde, logística, agricultura e pescas.

No requerimento, os parlamentares solicitam ao Governo Regional dados sobre a taxa de empregabilidade dos formandos que frequentaram cursos de formação profissional, bem como informação sobre quantos desses profissionais estão atualmente a trabalhar na área em que receberam formação.

Os deputados questionam também se existem mecanismos de planeamento que permitam identificar as reais necessidades de mão-de-obra na Região, nomeadamente se foi realizado algum levantamento das profissões com maior escassez nos Açores.

Outra das questões levantadas prende-se com os critérios de financiamento das ações de formação profissional e com a ligação dessas iniciativas ao tecido empresarial, sobretudo no que diz respeito à integração dos formandos em contexto real de trabalho.

De acordo com a nota de imprensa, os deputados do CHEGA querem ainda saber que medidas concretas estão a ser adotadas para responder à falta de profissionais em áreas consideradas essenciais para a economia regional.

O partido pretende igualmente conhecer se existe uma avaliação dos programas de formação profissional atualmente em vigor e se está prevista uma eventual reformulação da política nesta área, tendo em conta as necessidades reais do mercado de trabalho. Nesse sentido, os parlamentares questionam também quais as metas de empregabilidade e inserção profissional definidas para os próximos anos.

O CHEGA considera que é necessário avaliar o possível desfasamento entre a oferta formativa e as necessidades de mão-de-obra na Região, alertando para o risco de se estarem a financiar escolas de formação profissional apenas para garantir a sua manutenção, em vez de responder às exigências da economia regional. O partido defende, por isso, a necessidade de conhecer as avaliações feitas às escolas e aos cursos, para determinar se é necessária uma reformulação da política de formação profissional nos Açores.

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