
O Presidente da Assembleia Legislativa dos Açores anunciou que a próxima edição do Prémio Literário Vitorino Nemésio será realizada em 2027 e terá um prémio de 5.000 euros, após alteração ao regulamento aprovada por unanimidade no parlamento açoriano.
O Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), Luís Garcia, anunciou, em Lisboa, que a próxima edição do Prémio Literário Vitorino Nemésio terá lugar em 2027 e contará com um reforço do valor pecuniário para 5.000 euros.
Segundo uma nota de imprensa divulgada na sexta-feira, 27 de março de 2026, pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, a alteração ao regulamento foi aprovada por unanimidade na última sessão plenária e visa garantir “a qualidade, o rigor e a dignidade que um prémio com o nome de Vitorino Nemésio deve ter”.
O anúncio foi feito na Casa dos Açores de Lisboa, durante a sessão de apresentação do romance Irma, de António Avelar, obra vencedora da primeira edição do Prémio Literário Vitorino Nemésio. A iniciativa integrou as comemorações do 99.º aniversário daquela instituição.
Na ocasião, Luís Garcia explicou que “a dimensão, a qualidade e o alcance da primeira edição demonstraram que este é um projeto com futuro”, acrescentando, no entanto, que se trata também de “um projeto exigente em termos de organização”. Por essa razão, o prémio passará a ter periodicidade bienal, regressando em 2027 com o valor reforçado.
A primeira edição do prémio recebeu mais de 400 candidaturas provenientes de vários países da lusofonia, entre os quais Portugal, Brasil, Moçambique, Angola e Suíça. Além da distinção atribuída ao romance Irma, foi ainda atribuída uma Menção Honrosa ao concorrente Natanilson Pereira Campos, autor da obra As Cercanias do Silêncio.
No âmbito das comemorações do 99.º aniversário da Casa dos Açores de Lisboa, o Presidente do parlamento açoriano felicitou também a instituição pelo seu percurso, destacando o papel desempenhado ao longo de quase um século “na preservação, promoção e divulgação da cultura açoriana fora do arquipélago”.
Reconhecendo as exigências próprias de uma cidade como Lisboa, “onde inúmeras instituições e iniciativas disputam espaço, atenção e público”, Luís Garcia salientou ainda o mérito do trabalho desenvolvido pela Casa dos Açores de Lisboa, sublinhando que a instituição “tem conseguido afirmar os Açores no contexto nacional, a partir da capital do país”.
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