
A nova Praça dos Açores e o Memorial Açoriano foram inaugurados em São Luís do Maranhão, no Brasil, numa cerimónia que assinalou a homenagem aos açorianos que contribuíram para a fundação e povoamento da cidade há mais de 400 anos.
O Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, e o Governador do Estado do Maranhão, Carlos Brandão, inauguraram a Praça dos Açores e o Memorial Açoriano, situados na zona do Centro Histórico (Praia Grande) de São Luís, no Brasil. A informação foi divulgada numa nota de imprensa emitida na quarta-feira, 25 de março, pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades.
Segundo a mesma fonte, a cerimónia pretendeu homenagear os açorianos que, há mais de quatro séculos, tiveram um papel determinante na fundação e no povoamento daquela cidade brasileira.
Durante a intervenção, Paulo Estêvão manifestou emoção perante o novo espaço urbano, agradecendo a forma como o projeto “captou tão bem a alma açoriana”.
O governante recordou ainda a resiliência dos primeiros colonizadores açorianos que, oriundos de nove ilhas isoladas descobertas em 1427, atravessaram o Atlântico para desbravar terras, desenvolver atividades agrícolas e piscatórias e transmitir tradições religiosas, com destaque para o culto do Divino Espírito Santo.
“Onde os açorianos chegaram, e chegaram a muitos sítios, tinham esta resiliência de conseguir desbravar as terras e pôr as terras a produzir”, afirmou o Secretário Regional, citado na nota de imprensa, destacando também o sucesso e a presença da diáspora açoriana em várias partes do mundo.
A nova Praça dos Açores foi executada pela Agência Executiva Metropolitana (Agem), em articulação com representantes açorianos, e pretende afirmar-se como um espaço de valorização histórica, turística e de lazer.
O local integra um memorial com características museológicas, a inscrição no pavimento com os nomes das nove ilhas dos Açores e um portal onde constam os nomes de açorianos que contribuíram para a fundação da cidade, entre os quais Simão Estácio da Silveira, responsável pela chegada de famílias açorianas em 1615.
O espaço inclui ainda dez painéis artísticos em argila, em baixo-relevo incisivo, da autoria de Eduardo Sereno, que retratam a viagem e o legado dos açorianos através da variação da luz natural.
Durante a cerimónia, o Governador do Maranhão, Carlos Brandão, sublinhou que a obra vem corrigir uma lacuna histórica no reconhecimento das origens da capital do estado brasileiro. “Hoje, prestamos essa homenagem para fazer justiça às pessoas que vieram aqui e nos ajudaram a fundar a nossa ilha de São Luís”, afirmou, acrescentando que “faltava essa homenagem aos açorianos que ficaram na região do Desterro e que, agora, estão representados”.
O evento contou também com a presença do Presidente da Casa dos Açores do Maranhão, Raphael Aragão. Na ocasião, Paulo Estêvão destacou o trabalho desenvolvido ao longo dos anos por Paulo Matos, fundador da Casa dos Açores naquela região do Nordeste do Brasil e atual presidente honorário da instituição.
De acordo com a nota de imprensa, o Secretário Regional manifestou ainda total disponibilidade da Região Autónoma dos Açores para reforçar a cooperação com o Governo do Maranhão. “Onde estão as Casas dos Açores, nós estaremos ao serviço do Maranhão, onde estão as nossas instituições na União Europeia, nós estaremos ao serviço do Estado do Maranhão”, afirmou.
A concluir, Paulo Estêvão endereçou um convite oficial ao Governador Carlos Brandão para visitar o arquipélago, garantindo que “terá sempre nos Açores um amigo” e assegurando que o povo açoriano saberá receber a comitiva maranhense com hospitalidade e gratidão.
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