
Não vi, não culpo ninguém, lamento a infelicidade dos dois condutores, mais ainda, a Sra. que pereceu no acidente e a dor da sua família.

Entretanto, fui ontem à tarde ao Guarita e fiz a saída do parque com todo o cuidado possível. Senti aí, grande dificuldade em arriscar a saída! Digo mesmo arriscar, e explico porquê: Da minha esquerda, avistei jovens atravessando a passadeira, logo de seguida automóveis, ora virando para o Guarita, ora seguindo em frente. Um carro saía da bomba da Gasolina, outro já quase o atingia, vindo também de cima. Enquanto isso, permaneci quieto, só expectante! Vendo a minha esquerda livre, avancei lentamente, colocando o nariz de fora, (deixem passar o termo) e sabem porquê? Porque à minha direita, como habitualmente… estava uma viatura estacionada, impedindo-me a visão para que pudesse seguir em segurança! Há dias fui alertado por ter a roda traseira em cima de um passeio com 3 metros de largura. Enquanto isso, há anos que fazem parque no referido espaço supostamente interditado e, aparentemente ninguém se preocupa…
Tem de haver bom senso, respeito pelas pessoas, moderação na velocidade, nomeadamente numa zona com todas as referências já sobejamente expostas. No entanto, penso que também compete às autoridades responsáveis, sejam elas camarárias, da proteção civil ou policiais, tomarem medidas que possam contribuir para a maior segurança das viaturas e sobretudo dos peões.
Ontem foram duas Sras. que tratavam da sua vida e não regressaram às suas casas, deixando seus familiares a chorar a morte de uma delas e da outra internada em estado grave! Amanhã! Sabe Deus o que poderá acontecer a qualquer um de nós.
A localização daquela estação de autocarros, entre duas escolas de tamanha dimensão, precisa de ser revista. Já foi pensada, mas nunca concretizada! Faça-se agora, depois da desgraça, aquilo que há muito, já devia ter sido feito!
Fernando Mendonça
