
O secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, apresentou a Aplicação Móvel dos Parques Naturais dos Açores e o Projeto de Visitação Autónoma dos Centros Ambientais da Região, uma nova ferramenta digital destinada a reforçar a educação ambiental e melhorar a experiência de visitação nas áreas protegidas do arquipélago.
De acordo com uma nota de imprensa divulgada na terça-feira, 17 de março, pela Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática dos Açores, a apresentação decorreu na segunda-feira no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos – Centro de Ciência Viva, na ilha do Faial.
Segundo Alonso Miguel, a iniciativa “representa mais um passo firme na estratégia da Região para a preservação e valorização do património natural, para o reforço da educação ambiental e para a melhoria da experiência de todos aqueles que visitam os centros ambientais e áreas protegidas” dos Açores.
O governante recordou que é “fundamental desenvolver conhecimento e apostar na literacia ambiental”, sublinhando que esta é uma das linhas estratégicas da atuação da tutela do Ambiente. Neste contexto, destacou o papel da Rede de Centros Ambientais dos Açores “enquanto ferramenta estratégica de disseminação e interpretação do conhecimento produzido”.
Distribuídos pelas nove ilhas do arquipélago, estes centros “são muito mais do que espaços expositivos”, afirmou o secretário regional, considerando que funcionam como “verdadeiras portas de entrada para a natureza açoriana”. Segundo acrescentou, são também locais onde se promove a educação ambiental junto da população e das escolas, consideradas “veículos essenciais para a criação de uma sociedade mais consciente e desperta para os desafios ambientais”.
Os dados estatísticos demonstram, segundo o governante, a crescente relevância destes espaços. Em 2021, os centros receberam cerca de 229 mil visitantes, enquanto em 2025 o número ultrapassou os 422 mil. “Em apenas quatro anos, verificou-se, praticamente, uma duplicação da procura por estes espaços”, salientou.
Perante este crescimento, a Região tem apostado na modernização dos centros e no reforço das ferramentas de interpretação do património natural. Foi neste contexto que surgiu o Projeto de Visitação Autónoma dos Centros Ambientais dos Açores, cuja principal ferramenta é a nova aplicação móvel dos parques naturais.
Através da aplicação, os visitantes passam a ter acesso a audioguias e conteúdos em vídeo que explicam os diferentes elementos expositivos e ajudam a interpretar os conteúdos presentes em cada centro ambiental. A visita é organizada através de estações interpretativas associadas a diferentes pontos de interesse, como painéis, vitrinas, objetos expositivos ou elementos naturais.
Em alguns espaços, estas estações estendem-se também ao exterior, como acontece no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos – Centro de Ciência Viva, permitindo uma interpretação integrada da paisagem envolvente e dos valores naturais de cada território.
“Desta forma, o visitante pode percorrer o espaço ao seu próprio ritmo, aprofundando o conhecimento sobre cada tema e explorando os conteúdos de forma mais dinâmica e envolvente”, afirmou Alonso Miguel.
A aplicação foi igualmente concebida para garantir acessibilidade a todos os visitantes, independentemente das suas condições físicas, sensoriais ou linguísticas. Disponibiliza conteúdos em português e inglês, inclui descrições áudio detalhadas para pessoas com incapacidade visual e vídeos com interpretação em língua gestual para visitantes surdos ou com baixa audição.
Além disso, integra sistemas de acessibilidade como o VoiceOver, em dispositivos Apple, e o TalkBack, em dispositivos Android, facilitando a navegação por utilizadores com limitações visuais. A ferramenta pode ainda funcionar online ou offline, permitindo descarregar previamente os conteúdos e utilizá-los em locais com cobertura de internet limitada, situação frequente em áreas naturais.
Para além de apoiar a visitação dos centros ambientais, a aplicação disponibiliza informação sobre toda a Rede Regional de Áreas Protegidas dos Açores, permitindo conhecer melhor os parques naturais das diferentes ilhas e identificar novos locais de interesse.
No final, o secretário regional considerou que a nova aplicação representa “um salto qualitativo importante”, que tornará a experiência de visitação “mais acessível, mais inclusiva, mais interativa e mais adaptada às expectativas de quem nos visita”, reforçando a posição dos Açores como um território que aposta na sustentabilidade, na educação ambiental e na valorização do seu património natural.
© GRA | Foto: SRAAC | PE
