
O Presidente do Governo dos Açores reuniu-se com a Mesa do Conselho de Ilha da Terceira para discutir prioridades e preocupações da ilha, num encontro que integra a estratégia de reforço do diálogo institucional com estes órgãos consultivos.
O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, reuniu-se na quinta-feira com a Mesa do Conselho de Ilha da Terceira, eleita para o quadriénio 2025-2029, num encontro realizado no Palácio dos Capitães‑Generais.
Segundo uma nota de imprensa da Presidência do Governo Regional dos Açores, a reunião contou também com a presença da Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, e integrou a estratégia do executivo de reforçar o diálogo com os Conselhos de Ilha, particularmente nas ilhas onde não existe visita estatutária obrigatória.
Durante o encontro, José Manuel Bolieiro sublinhou que estas reuniões pretendem “aprofundar a articulação institucional e garantir um diálogo mais regular com os Conselhos de Ilha”, permitindo abordar diretamente as prioridades e preocupações de cada território.
“Esta reunião cumpre o compromisso do Governo dos Açores de manter um relacionamento próximo com os Conselhos de Ilha. Permite-nos analisar o memorando elaborado pelos conselheiros e refletir sobre a realidade da ilha Terceira, criando um diálogo mais assíduo e não apenas limitado ao parecer anual sobre o Plano e Orçamento”, afirmou.
O líder do executivo recordou que já se reuniu com a Mesa do Conselho de Ilha de São Miguel e que está prevista, em breve, uma reunião semelhante com o Conselho de Ilha do Faial, reforçando a estratégia de proximidade institucional.
De acordo com o governante, o encontro com os representantes da Ilha Terceira revelou-se “muito frutuoso”, tendo sido apresentados diversos temas resultantes da reflexão dos conselheiros em plenário. O Governo Regional aproveitou também a ocasião para prestar esclarecimentos e partilhar informação sobre investimentos em curso e sobre o papel económico da ilha no contexto regional.
“A Terceira representa a segunda maior economia da Região e tem uma centralidade geográfica relevante no arquipélago, nomeadamente no que respeita às acessibilidades e à valorização estratégica dos Açores no contexto atlântico”, destacou.
Durante a reunião foram ainda discutidas questões ligadas ao turismo e à evolução do mercado do transporte aéreo, nomeadamente após a saída da Ryanair da operação nos Açores. Para José Manuel Bolieiro, este cenário exige uma resposta estratégica.
“Na economia de mercado, os vazios acabam por ser preenchidos. Estamos a trabalhar para encontrar soluções que permitam responder a esses desafios, com uma estratégia mais racional e estratégica de promoção do destino Açores, baseada no conhecimento dos mercados emissores e dos destinos concorrentes”, explicou.
Outro dos temas abordados foi o futuro do Serviço Regional de Saúde dos Açores, em particular a articulação entre os cuidados de saúde primários e a rede hospitalar da Região. O governante defendeu a valorização da complementaridade entre os três hospitais açorianos, reforçando a estratégia de tripolaridade.
“Não podemos travar o desenvolvimento de um hospital em nome de outro, nem valorizar apenas um sem reconhecer a importância de todos. A nossa estratégia passa por fortalecer esta tripolaridade hospitalar e potenciar as capacidades instaladas para garantir um SRS cada vez mais capaz de responder às necessidades dos açorianos”, afirmou.
José Manuel Bolieiro rejeitou ainda interpretações marcadas por rivalidades territoriais, defendendo uma visão regional. “Não admitirei que a governação dos Açores fique condicionada a narrativas falsas de bairrismo. O que queremos é diálogo, compreensão das perspetivas de cada ilha e, sobretudo, a valorização dos Açores como um todo”, declarou.
O encontro contou com a participação do presidente do Conselho de Ilha da Terceira, Marcos Couto, e dos restantes membros da mesa, que apresentaram ao Governo Regional diversas preocupações e propostas resultantes do trabalho desenvolvido pelos conselheiros. Segundo o Presidente do Governo, o objetivo comum passa por “aproximar posições e construir consensos que contribuam para o desenvolvimento equilibrado da Região”.
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