PAN/AÇORES ALERTA PARA IMPACTO AMBIENTAL DO DESCARTE DE BEATAS

A Representação Parlamentar do PAN/Açores entregou um requerimento ao Governo Regional a solicitar esclarecimentos sobre as medidas adotadas para combater o descarte indiscriminado de beatas, considerado pelo partido um dos resíduos mais nocivos para o ambiente.

Segundo uma informação à imprensa divulgada ontem, 11 de março, pelo PAN/Açores, a iniciativa foi apresentada na passada segunda-feira e visa chamar a atenção para o impacto ambiental causado pelo abandono de beatas no espaço público.

O partido refere que o ato de atirar beatas para o chão ou depositá-las em locais inapropriados é agravado pela escassez de equipamentos próprios para a sua deposição, bem como pela persistência de condutores que as lançam pela janela dos veículos, prática considerada ilegal.

De acordo com o deputado e porta-voz do PAN/Açores, Pedro Neves, o descarte irresponsável de beatas faz com que estes resíduos sejam levados pelo vento ou pela chuva, acabando frequentemente nos sistemas de drenagem de águas pluviais, como sarjetas, e posteriormente no oceano.

O parlamentar alerta que, nestas circunstâncias, as beatas podem ser confundidas com alimento por animais marinhos ou contaminar ecossistemas, além de se acumularem na orla costeira e nas zonas balneares devido ao comportamento de fumadores irresponsáveis.

O PAN/Açores recorda ainda que programas de monitorização do lixo marinho em praias portuguesas indicam que as beatas estão entre os três resíduos mais frequentemente recolhidos.

Perante este cenário, Pedro Neves considera essencial reforçar os mecanismos de fiscalização e garantir que os resíduos de tabaco tenham um tratamento adequado, incluindo soluções de reciclagem que permitam reduzir o seu impacto ambiental.

No requerimento, o partido pretende saber quais as medidas adotadas pelo Governo Regional desde 2021 para reduzir o descarte aleatório de beatas, se foi criado algum sistema de incentivo regional para apoiar estabelecimentos comerciais no cumprimento das obrigações legais, quantos processos de contraordenação foram instaurados e se foram promovidos projetos de investigação dedicados ao tratamento e reciclagem destes resíduos.

“O descarte indiscriminado de beatas é um problema que ultrapassa a mera incivilidade. É um resíduo altamente tóxico, persistente e capaz de contaminar solos, cursos de água e espécies que dependem desses habitats. Este comportamento tem um impacte ambiental que poderia ser evitado. Urge sensibilizar e fiscalizar, para promoção de uma política ambiental mais responsável, preventiva e alinhada com práticas de proteção dos ecossistemas”, afirmou Pedro Neves, citado no comunicado.

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