CHEGA QUESTIONA ATRASO NA REABERTURA DA ESTRADA RAMINHO–SERRETA

O CHEGA/Açores questionou o Governo Regional sobre o atraso na reabertura da estrada regional que liga as freguesias do Raminho e da Serreta, encerrada desde janeiro de 2024 na sequência da crise sísmica.

De acordo com uma nota de imprensa divulgada terça-feira, 10 de março, pelo CHEGA/Açores, os deputados do partido enviaram um requerimento à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores a solicitar esclarecimentos sobre a razão pela qual a via continua encerrada, apesar de a empreitada ter terminado a 24 de fevereiro deste ano.

Segundo o partido, a estrada permanece fechada ao trânsito desde 14 de janeiro de 2024, após a crise sísmica que afetou a ilha Terceira, situação que continua a impedir a circulação mais rápida entre as duas freguesias.

No requerimento, os parlamentares questionam o Executivo regional sobre os motivos do atraso na abertura da estrada ao público, recordando que a via chegou a estar temporariamente aberta, ainda que com circulação condicionada, durante a época de Carnaval.

Os deputados pretendem ainda saber se estão previstos trabalhos adicionais ou arranjos exteriores no âmbito da obra e, em caso afirmativo, qual a data prevista para a sua conclusão. No mesmo documento, questionam também se “existe alguma condicionante técnica, administrativa ou de segurança que esteja a impedir a abertura da estrada”.

Citado na referida nota de imprensa, o deputado Francisco Lima afirma que a ligação entre o Raminho e a Serreta “desempenha um papel determinante no apoio à atividade económica da Região, nomeadamente no que diz respeito ao comércio local, à circulação de bens e ao desenvolvimento do sector do turismo”.

Segundo o parlamentar, o encerramento prolongado da via “tem vindo a causar constrangimentos significativos às populações e aos agentes económicos, afectando particularmente as freguesias e localidades da costa Norte da ilha Terceira”.

Francisco Lima garante que o CHEGA continuará a acompanhar o assunto, criticando a demora na conclusão da intervenção. “Já fizemos requerimentos, já apresentamos soluções na Assembleia, e a obra não há forma de estar concluída. É uma vergonha uma obra de poucos metros, que tanta falta faz às nossas populações, estar assim encerrada obrigando a grandes viagens quando a população se podia deslocar em pouco tempo”, concluiu.

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