NUNCA DEVEMOS FALAR, DAQUILO QUE NÃO SABEMOS, COMO TAMBÉM NÃO JULGAR, SEM ANTES BEM CONHECERMOS

Este meu pensamento em verso, tem um pouco a ver, com a situação corrente da Base das Lajes, cercada por jornalistas dos mais diversos quadrantes, e ainda, por fotógrafos curiosos, que se instalam junto à rede divisória do aeroporto, mesmo que debaixo de chuva…

São contados os aviões, os seus nomes, cada movimento, seja de entrada ou de saída… Nada escapa às máquinas fotográficas dos presentes, que logo se movem para informar os jornais, televisões ou apenas as redes sociais, nomeadamente o Facebook!

Mais interessante, é quando uma aeronave ainda não chegou e, já se sabe que vai aterrar no aeroporto das Lajes… Dou como exemplo o C 5, aguardado pelos jornalistas de máquina fotográfica em punho, a fim de filmarem a sua chegada. Um avião de grande porte, mas já quantas vezes de passagem por este aeroporto, só que nunca tão falado como desta…

No entanto, mais grave do que estarem a filmar, é a especulação que se faz, na maior parte das vezes sem conhecimento de causa. O que também não admira muito, considerando que tivemos um Ministro dos Negócios Estrangeiros, que abordou a situação da presença daquelas aeronaves nas Lajes, de uma forma tão abstrata, que me fez pensar, que o homem nunca tinha lido o acordo firmado entre o Governo Português e os Estados Unidos…

Sugeria-se que tivesse consultado antes o Governo Regional, através da Vice-Presidência, decerto conhecedor de todos os detalhes sobre o acordo estabelecido e renovado pelo então Primeiro Ministro, Durão Barroso. Evitava-se que os Drs. Montenegro e Bolieiro, tivessem de vir esclarecer as dúvidas criadas pelo Sr. Ministro Paulo Rangel, por sinal do mesmo partido do Vice-Presidente na Região, Dr. Artur Lima.

Não me sinto habilitado, nem quero de modo algum defender qualquer uma das partes no conflito, que direta ou indiretamente, nos vai prejudicar a todos, não só pelos motivos, mas essencialmente porque está em causa o Petróleo, fonte de receita que mexe com toda a economia global.

De qualquer modo, penso que para além da transparência que se exige dos governantes, devia também haver mais temperamento nas palavras e nas notícias, que de qualquer modo se enviam para as redes sociais sejam elas escritas ou pelas rádios.

Fernando Mendonça