O Bloco de Esquerda dos Açores questionou o Governo Regional sobre a realização de estudos económico-financeiros e de impacto ambiental relacionados com as atividades de acesso e retorno de veículos espaciais previstas para a ilha de Santa Maria, sublinhando a necessidade de garantir a segurança da população e do ambiente.
De acordo com um comunicado de imprensa divulgado na segunda-feira, 9 de março, pelo Bloco de Esquerda/Açores, o partido enviou um requerimento ao Governo Regional a pedir esclarecimentos sobre a eventual realização destes estudos no âmbito do desenvolvimento do porto espacial na ilha.
Segundo o Bloco, a preocupação prende-se com o facto de estarem previstas, para breve, várias atividades concretas ligadas ao setor espacial, como lançamentos de teste de voos suborbitais, o lançamento do veículo “Perun”, desenvolvido pela empresa SpaceForest, ou ainda a reentrada atmosférica e recuperação do veículo Phoenix 2.1, pela ATMOS Space Cargo.
No requerimento agora enviado, os bloquistas recordam que, em resposta a uma iniciativa semelhante apresentada em 2023, o Governo Regional referiu que a realização de estudos económico-financeiros e de impacto ambiental seria essencial “quando realizados para um conceito de operações e de veículo lançador bem definidos e identificados”.
Perante a aproximação das datas previstas para algumas destas operações, o partido considera importante saber se os referidos estudos já foram realizados e qual o seu conteúdo. Caso contrário, pretende também conhecer quando deverão estar concluídos.
No comunicado, o Bloco de Esquerda sublinha ainda que é fundamental garantir a segurança da população e do ambiente no desenvolvimento destas atividades espaciais.
Os bloquistas defendem igualmente que a população de Santa Maria deve estar permanentemente informada sobre o avanço do projeto, questionando o Governo Regional sobre a possibilidade de novas sessões públicas de esclarecimento.
Nesse sentido, o partido quer saber se “está prevista mais alguma sessão de esclarecimentos junto da população residente em relação a todas estas questões relacionadas com o porto espacial”.
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